O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), renunciou ao cargo no prazo previsto na lei para se dedicar à pré-candidatura de presidente da República. Romeu Zema foi eleito governador de Minas Gerais em 2018 em segundo turno com 71,80% dos votos; quatro anos depois foi reeleito em 2022 no primeiro turno com 56,18% dos votos.
Romeu Zema não esconde seu inconformismo com a forma como alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atuam. Em março deste ano, ainda no exercício do cargo, o governador mineiro protocolou no Senado pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, motivado por supostas mensagens e encontros entre o ministro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Zema tem feito declarações fortes contra ministros do STF e, recentemente, protagonizou embate público com Gilmar Mendes. O decano do STF chegou a criticar até o jeito de falar de Zema; ainda pegou mal ao mencionar questões homossexuais ao se dirigir ao pré-candidato à presidência da República. A fala de Gilmar causou tanto impacto negativo para a Corte que o decano rapidamente pediu desculpas.
Com uma suprema corte em baixa perante a opinião pública nacional, Zema vem se dando bem. Seus vídeos têm alcançado visualizações impressionantes, ao mesmo tempo que ganhou mais seguidores nas redes sociais. Tudo isso mostra que o embate com ministros do STF tem dado resultados favoráveis, até mesmo porque Zema precisa pontuar mais para se tornar competitivo na corrida pela presidência da República.
Na verdade, Zema já descobriu quem pode ser seu principal cabo eleitoral; o decano da Corte, Gilmar Mendes, pode ajudar mesmo estando contra. Tanto que o mineiro já disse que vai dobrar a aposta; daqui pra frente vai ser Gilmar e alguns ministros do STF contra Zema. O embate entre Zema e ministros do STF pode ser favorável na caminhada do pré-candidato.
Blog do Didi Galvão

