O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não confirmou presença na campanha eleitoral em Pernambuco. Sendo candidato à reeleição, o petista contará com apoio dos dois principais concorrentes, a atual governadora Raquel Lyra e o socialista João Campos. Lembrando ainda que, como prioridade para o petista tem a reeleição do senador Humberto Costa.
Se o presidente não conseguir o mesmo de 2006, quando colocou Eduardo Campos e Humberto Costa no mesmo palanque, ele vai optar por não comparecer em Pernambuco, como assim fez em 2012 no Recife. Isso para evitar possíveis fraturas no eleitorado, levando em consideração que tanto Raquel quanto João são candidatos com eleitores afinados com o presidente.
Raquel tem trabalhado com cautela para montar sua chapa majoritária, embora nos bastidores todo mundo já saiba que o deputado Túlio Gadêlha tem vaga garantida. Agora a mandatária vai ter que administrar a indefinição da Federação Progressista, que até então mantém dois nomes. Pelo que se sabe, há uma preferência na base governista em relação a Miguel Coelho.
Enquanto isso, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), vai ter que rever sua decisão antecipada. Ele anunciou a chapa completa em abril, priorizando os líderes nas pesquisas pelo Senado. Isso era consideravelmente satisfatório com João também na liderança. Agora que o ex-prefeito vem perdendo espaço na corrida pelo Governo do Estado, aliados de João entendem que a decisão pode ter sido precipitada.
A liderança de Marília Arraes na corrida por uma das duas vagas para o Senado coloca em risco o futuro político de dois aliados ao mesmo tempo. Levando em consideração que a chapa de João só elege um senador, sendo Marília a eleita, o senador Humberto vai perder sua reeleição. Outro fator a ser considerado é que, sendo eleita Marília, a neta de Miguel Arraes assume a liderança da oposição no Estado e deixa o PSB para trás.
Com Raquel em um eventual segundo mandato e sonhando com a Presidência da República, João sem mandato e o seu partido em queda livre por todo o país, o resultado é simples de ser analisado. Levando em consideração todo esse cenário que se desenha no estado, o filho de Eduardo Campos pode tomar a sábia decisão de recuar e, com isso, não comprometer seu futuro político.
Blog do Didi Galvão

