O que está faltando para Raquel Lyra anunciar os nomes de sua chapa majoritária?

A demora de Raquel Lyra em anunciar nomes para composição de sua chapa majoritária começa a provocar inquietação em aliados e, consequentemente, desgastes na base. O ex-prefeito de Petrolina, um dos pré-candidatos ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil), fez declarações de que vai sair candidato a qualquer custo. Aliados do deputado federal Eduardo da Fonte (Progressista), outro pretendente a uma das duas vagas, agiram rápido e cobraram reunião emergencial da Federação União Progressista.

O principal concorrente de Raquel na disputa pelo Governo de Pernambuco fez a escolha, abrindo espaço para uma frente de vários partidos políticos. Além do PSB do próprio João Campos, a chapa majoritária conta com o Republicanos na vice e ainda com o PT e o PDT ocupando as vagas para disputa ao Senado. Mesmo fechando as possibilidades de ampliar a base de apoio com novas adesões, João procurou contemplar os aliados que ele considera serem mais aceitáveis no eleitorado do presidente Lula.

Enquanto a governadora tem um bloco maior de apoiadores e, consequentemente, de partidos, concentra em sua legenda, o PSD, o maior número de pretendentes às vagas disponíveis para composição da majoritária. A lista para composição da chapa majoritária palaciana, além de Raquel como pré-candidata à reeleição, tem os nomes de Priscila Krause, Fernando Dueire, André Teixeira e Tulio Gadelha. Todos esses são filiados ao partido de Raquel; apenas Miguel Coelho e Eduardo da Fonte são de outras legendas.

A essa altura do campeonato, é mais que natural a inquietação daqueles que aguardam ser convocados; assim foi com Neymar, que veio a sossegar o coração apenas quando teve o nome anunciado por Ancelotti. Não há uma justificativa plausível e nem politicamente compreensível para a convocação de Túlio Gadêlha; todavia, quem está com o poder da decisão neste momento é a governadora, e cabe a ela fazer a convocação de quem ela achar que vai somar em favor do seu time e ajudar a vencer a disputa.

Todavia, a estrutura política e eleitoral de Miguel Coelho e Eduardo da Fonte justificaria a convocação de ambos para a majoritária a ser liderada por Raquel. Foi isso que fez João Campos quando anunciou Humberto Costa e Marília Arraes, mesmo sabendo que poderia pagar um preço mais adiante. No entanto, com relação a Raquel, ela vive um momento positivo de sua caminhada rumo à reeleição. Anunciar sua majoritária agora serviria como combustível para alavancar mais ainda sua pré-candidatura e animar aliados.

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