O prédio do Congresso Nacional ganha iluminação especial na cor azul, hoje (4) e amanhã (5/5), para conscientizar a sociedade sobre duas condições graves: a distonia e a hipertensão pulmonar. O Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar é celebrado em 5 de maio, e o Dia Nacional de Conscientização da Distonia, no dia 6.
A distonia é um distúrbio neurológico que causa contrações musculares involuntárias em partes do corpo como mãos, pescoço, olhos e cordas vocais. Já a hipertensão pulmonar é uma doença rara e progressiva que estreita as artérias dos pulmões, sobrecarregando o coração e causando fadiga extrema, dor no peito e desmaios.
Diagnóstico – O diagnóstico precoce é o maior aliado dos pacientes. Na distonia, a identificação é clínica, baseada na observação das posturas corporais. Na hipertensão pulmonar, o processo exige uma avaliação profunda com exames laboratoriais e radiológicos, para diferenciar os sintomas de tipos mais comuns de falta de ar. Os sintomas são semelhantes aos de outras causas de insuficiência respiratória crônica, como dispneia progressiva, fadiga crônica, fraqueza, angina, estase jugular, cianose, pré-síncope e síncope.
SUS – Embora sem cura, ambas as doenças têm tratamentos que melhoram a qualidade de vida do paciente. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece suporte para as duas condições. Para distonia, o SUS disponibiliza a aplicação de toxina botulínica e, em casos que não respondem a remédios, a cirurgia de estimulação cerebral profunda (DBS). Já para hipertensão pulmonar, o tratamento consiste no fornecimento de medicamentos modernos (como sildenafila e bosentana) e, em casos gravíssimos, no encaminhamento para transplante.
Blog do Didi Galvão

