Usuária denuncia supostas falhas no atendimento da Unidade de Saúde de Pambu e pede providências; Secretaria de Comunicação de Abaré esclarece

Uma moradora do Pambu, distrito de Abaré (BA), procurou o Blog do Didi Galvão para relatar sua insatisfação com o atendimento prestado na unidade de saúde local. Ao mesmo tempo, a usuária fez questão de elogiar a atuação da nova enfermeira responsável pela unidade, destacando mudanças positivas observadas nos últimos meses.

Segundo o relato, a chegada da nova profissional trouxe melhorias no acolhimento aos pacientes, no funcionamento da unidade e na organização dos serviços. A moradora afirma que o atendimento passou a ocorrer de forma mais humanizada e transparente.

Apesar dos elogios, a usuária aponta que ainda existem problemas que precisam ser corrigidos. Entre as reclamações estão supostos casos de grosseria por parte de alguns profissionais, demora nos atendimentos, dificuldades na triagem dos pacientes e falta de acolhimento adequado para usuários que procuram a unidade em busca de assistência.

A denunciante também relata situações envolvendo idosos, pacientes de outros municípios e usuários que aguardam atendimento por longos períodos. Segundo ela, há queixas frequentes relacionadas à forma como alguns pacientes são tratados, além da demora em consultas e outros procedimentos.

Por outro lado, a moradora destacou o atendimento prestado pelo dentista da unidade e pela servidora identificada como Selminha, afirmando que ambos se destacam pela forma cordial, respeitosa e acolhedora com que recebem os pacientes.

Ao final do desabafo, a usuária pede que as autoridades de saúde avaliem as reclamações apresentadas e adotem medidas para melhorar o atendimento na unidade, garantindo mais respeito, humanização e igualdade no atendimento à população.

Esclarecimentos enviados pela Secretaria de Comunicação de Abaré:

“Sobre essa denúncia, é importante esclarecer que a Atenção Primária à Saúde na área indígena do Pambu está vinculada diretamente ao Ministério da Saúde, por meio do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). Portanto, o Município não possui gerência ou responsabilidade administrativa sobre o funcionamento dessa unidade.

A participação do Município ocorre de forma colaborativa, principalmente no fornecimento de medicamentos e insumos, sem interferência na gestão dos serviços, dos atendimentos ou dos profissionais que atuam na unidade.

Inclusive, a contratação dos profissionais é realizada diretamente pelo DSEI, por meio de processos seletivos próprios, sendo toda a gestão de pessoal e dos serviços de saúde de responsabilidade do Distrito Sanitário Especial Indígena.”

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