Um dia depois de a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) trazer para o debate eleitoral o caso envolvendo Fábio Tyrone, candidato a deputado federal pelo PSB na Paraíba condenado por agressão à ex-companheira, o político passou a figurar entre os alvos noticiados da Operação Lastro, deflagrada nesta quarta-feira (30) pela Polícia Federal.
A operação, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), investiga a possível utilização de recursos de pessoa jurídica no financiamento irregular de campanha eleitoral, incluindo despesas não declaradas, além de suspeitas de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Sousa, no Sertão paraibano. A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros de até R$ 9 milhões.
Segundo a matéria do UOL, agentes e viaturas da Polícia Federal foram vistos em frente à residência de Fábio Tyrone. A publicação ressalva, entretanto, que a PF não divulgou oficialmente os nomes dos investigados nem detalhou a relação de cada endereço com os fatos apurados.
Na terça-feira (29), em diligência relacionada à mesma investigação, a Polícia Federal apreendeu aproximadamente R$ 380 mil em espécie e efetuou duas prisões em flagrante. O material recolhido será analisado para esclarecer a movimentação dos recursos e a eventual participação dos envolvidos.
Tyrone foi condenado pela Justiça da Paraíba por agressão à ex-companheira. Nesta eleição, recebeu R$ 1,5 milhão do fundo eleitoral do PSB, sendo o candidato a deputado federal que mais recebeu recursos do partido na Paraíba, segundo levantamento publicado pelo UOL. O PSB nacional decidiu por sua expulsão em setembro.
O episódio havia sido mencionado por Raquel Lyra no debate da TV Globo na noite anterior, durante confronto com João Campos (PSB) sobre políticas para as mulheres.
A Polícia Federal informa que as investigações prosseguem sob sigilo e ressalta a presunção de inocência dos investigados. Até o momento, a operação apura suspeitas, não constituindo por si só comprovação dos crimes investigados.
Blog do Didi Galvão

