Toffoli e Moraes têm um bom entrosamento no STF

Dias Toffoli chegou ao STF pelas mãos de Lula em 2009, já Alexandre de Moraes foi indicação de Temer em 2017

Em março de 2019, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, anunciou a abertura de um inquérito com o propósito de apurar possíveis notícias falsas (fake news) que tenham a Corte como alvo. A ideia ganhou apoio dos colegas da Corte, ao mesmo tempo em que atraía críticas de aliados do então presidente Bolsonaro e parte do Congresso Nacional.

A medida foi tomada, segundo o ministro Dias Toffoli, “considerando a existência de notícias fraudulentas, conhecidas como fake news, denunciações caluniosas, ameaças e infrações revestidas de ânimos caluniantes, difamantes e injuriantes, que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal (STF), de seus membros e familiares”, foi a justificativa de Toffoli.

Começava ali o bom entrosamento da dupla de ministros do STF que ganhou visibilidade nacional, uma vez que o presidente da Corte designou o ministro Alexandre de Moraes como relator da investigação, sem dar mais detalhes sobre o alvo específico do inquérito. As investigações ganharam repercussões na mídia mundial, por aqui o apelido de ‘inquérito do fim do mundo’.

Quase 7 anos se passaram e o STF ainda não apresentou um relatório final das investigações, ao contrário, ninguém fala mais nisso, apenas em defesa da democracia. O tempo foi se passando e o ministro relator dos inquéritos das fake news ganhou destaque como defensor intransigente da democracia e juiz implacável contra os chamados golpistas.

Os fatos mais recentes, que escancaram o que pode ser o maior escândalo financeiro da história do Brasil, colocam a dupla Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em evidência mais uma vez. A situação dos 2 ministros do STF está tão constrangedora que nem o presidente da Corte, o ministro Edson Fachin, se atreve a sair em defesa de seus colegas.

O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), assinou um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, investigado por fraudes contra o sistema financeiro. Agora o relator do caso é o ministro Dias Toffoli, que vem sendo alvo de denúncias no escândalo do Master.

O presidente Lula já vem dando demonstração de inquietação com o ministro Dias Toffoli, o que pode levar o petista a entrar em campo para dar celeridade no afastamento de Toffoli da Corte. Nesse caso, o presidente Lula aproveitaria para matar 2 coelhos de uma cajadada só: o ministro que lhe negou o direito de ir ao velório do irmão e o indicado pelo que ele chama de golpista.

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