Fonte: Correio Braziliense
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, reuniu ontem, na Avenida Paulista, mais de um milhão de apoiadores, segundo cálculo dos organizadores. O ato “Marcha pela Democracia” contou com a participação de artistas e de lideranças políticas de São Paulo.
Tradicional centro econômico de São Paulo, a avenida abriga sedes de bancos comerciais, consulados e sindicatos. Também é conhecida como importante polo cultural, onde está o Masp, IMS, Japan House, Sesc, além de diversos cinemas e livrarias.
“Estamos nas ruas para defender nossos direitos, nossa democracia e um Brasil que respeite os interesses do povo brasileiro! Ninguém vai nos calar! Quando o povo se une e ocupa as ruas, a democracia avança e o Brasil muda! Vamos ocupar as ruas e as redes, enfrentar as ameaças de retrocessos e lutar por mais direitos, justiça e oportunidades para todos!”, escreveu Lula em uma rede social.
A principal bandeira defendida foi a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1. Durante o evento de campanha, Lula comemorou o fato de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ter pautado a votação para a próxima quarta-feira. Antes, portanto, do segundo turno das eleições. “Já está conversado com o presidente do Senado, já está marcada a data da votação”, anunciou.
Lula também criticou a oposição e disse que a votação vai mostrar se o “o partido do seu adversário é a favor de os trabalhadores descansarem ou se quer que os trabalhadores continuem trabalhando mais”.
“A única coisa que a oposição pode fazer é o seguinte: demonstrar que eles vão ter coragem de votar contra a folga. Eles vão ter só isso. O que eles não podem é tentar protelar para enganar o povo depois das eleições. Agora é a hora da verdade”, disse.
Além disso, o presidenciável lembrou que a PEC da Segurança Pública também será votada na próxima quarta, que vai acontecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O presidente afirmou que a aprovação da PEC da Segurança Pública permitirá a criação do Ministério da Segurança Pública e ampliará a atuação do governo federal na área. “Ao povo trabalhador, à comunidade, ao território: proteção. Para os bandidos, prisão”, declarou.
Blog do Didi Galvão

