IDOMED FOTOS - Sifilis

Sífilis exige atenção para diagnóstico precoce e prevenção, alerta especialista

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível que exige atenção contínua dos serviços de saúde, principalmente pelos riscos associados ao diagnóstico tardio e às possíveis complicações. A doença tem sintomas característicos, mas pode evoluir de maneira assintomática cronicamente, dando a falsa sensação de cura espontânea, o que reforça a importância da testagem e da informação como ferramentas de prevenção.

De acordo com o professor e médico Álvaro Carvalho, do Instituto de Educação Médica (IDOMED), a sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum e é transmitida, principalmente, por relações sexuais sem proteção e contato com lesões infectantes, além da possibilidade de transmissão da pessoa gestante para o bebê durante a gestação. “É uma infecção que pode passar despercebida no início, o que facilita a transmissão. Por isso, a testagem é fundamental, mesmo na ausência de sintomas”, afirma.

Os primeiros sinais costumam incluir uma ferida indolor no local de entrada da bactéria (também conhecida como cancro duro), que pode desaparecer espontaneamente. Em fases seguintes, podem surgir manchas pelo corpo, inclusive nas palmas das mãos e plantas dos pés, lesões úlceras na pele, além de sintomas como febre e mal-estar. “O desaparecimento dos sinais não significa cura. A bactéria continua no organismo e pode evoluir para estágios mais graves se não houver tratamento”, explica o médico.

Sem o tratamento adequado, a doença pode atingir órgãos como o coração e o sistema nervoso, provocando complicações ao longo do tempo. O diagnóstico é realizado por meio de testes rápidos e exames laboratoriais, disponíveis na rede pública de saúde. “O acesso ao diagnóstico é simples e rápido. O mais importante é que as pessoas procurem o serviço de saúde para se testar”, orienta Álvaro Carvalho.

O tratamento é feito com antibióticos normalmente disponíveis nas farmácias das Unidades Básicas de Saúde e apresenta bons resultados, especialmente quando iniciado o precocemente. A prevenção inclui o uso de preservativo em todas as relações sexuais e o acompanhamento adequado nas consultas pré-concepcionais para o casal que deseja gestar e também durante o pré-natal. “A sífilis tem cura, mas depende de diagnóstico e tratamento no tempo certo. Informação e prevenção continuam sendo as melhores estratégias”, conclui.

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