Setembro Amarelo nos lembra que falar sobre prevenção do suicídio também é falar sobre crianças e adolescentes. Entre o público neurodivergente, os familiares, professores e profissionais que acompanham esse público precisam estar atentos a mudanças no comportamento. Isolamento, irritabilidade, queda no rendimento escolar ou dificuldade de expressar sentimentos podem ser sinais de que algo não vai bem.
A neuropsicóloga Poliana Torres explica que é importante olhar para essas crianças e adolescentes para além da condição ou do diagnóstico. “O autismo, o TDAH e outras condições do neurodesenvolvimento não significam, por si só, que haverá pensamentos suicidas, mas fatores como bullying, rejeição, isolamento social e dificuldades de pertencimento podem aumentar a vulnerabilidade”, ressalta. A prevenção precisa começar cedo e fazer parte da rotina de cuidado. Crianças e adolescentes nem sempre conseguem identificar ou verbalizar o que estão sentindo, e, no caso de pessoas neurodivergentes, essa comunicação pode ser ainda mais desafiadora.
Para Poliana Torres, é importante oferecer um ambiente em que eles se sintam à vontade para falar sobre o que estão vivendo. “Precisamos criar espaços seguros para que essas crianças saibam que podem falar sobre suas emoções, seus medos e suas dificuldades sem medo de serem julgadas. Escutar, acolher e buscar ajuda especializada diante de mudanças de comportamento são atitudes importantes para que esse sofrimento seja percebido e cuidado”, destaca a neuropsicóloga.
Blog do Didi Galvão

