Raquel Lyra ainda tem uma parada complicada para resolver até as convenções partidárias; vai ser preciso muita habilidade para montar a chapa sem causar racha no grupo. Em março de 2025, o então prefeito do Recife estava bem à frente da governadora, segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas. João Campos (PSB) tinha 60,9% das intenções de voto e Raquel Lyra (PSD) aparecia com apenas 22,2% do total de entrevistados no levantamento.
Entra em cena a máquina chamada Oliveira, lá das terras do Xaxado e de Lampião. Waldemar Oliveira começa a trabalhar com o apoio do Avante ao governo de Raquel. Com ele veio seu irmão, o ex-deputado Sebastião Oliveira, e um leque de lideranças da política em municípios de todas as regiões. Pelos braços do Avante, Raquel é recolocada no centro das discussões. Raquel sai de uma diferença de quase 40 pontos para um empate técnico, segundo as últimas pesquisas.
O nome de tudo isso se chama grupo; é imprescindível a importância de aliados. Graças aos reforços e, em especial, aos prefeitos e vereadores, a governadora agora está em condições de competitividade. Antes era Raquel que tinha por obrigação de recuperar o que foi perdido; agora é a vez do ex-prefeito do Recife. Essa mudança no cenário da política pernambucana traz ensinamentos essenciais de que, ninguém chega a lugar nenhum movido pela arrogância.
Blog do Didi Galvão

