182 dias, 297 horas de voo, 77 mil quilômetros, 33 países e cinco continentes. Essa foi a verdadeira odisseia enfrentada por Alex Frota, o primeiro brasileiro a completar uma volta ao mundo solo em um avião monomotor experimental.
Natural de Fortaleza (CE), o empresário detalhou, em entrevista à Folha de Pernambuco, as belezas, desafios e conquistas da viagem que iniciou como um sonho e terminou como a concretização de uma vida.
A volta ao mundo começou em 15 de março deste ano e terminou em 12 de setembro, quando o piloto pousou na sua cidade natal, de volta para os braços da família. Ao longo dos 182 dias, passou por regiões da Groenlândia ao Oriente Médio e Sibéria, enfrentou condições meteorológicas extremas, problemas mecânicos, dificuldades de navegação e entraves para obter autorizações para voo.
Todo o trajeto foi registrado em publicações nas redes sociais Frotas Pelo Mundo (@frotas_pelo_mundo), projeto idealizado por Alex e que já acumula mais de 109 mil seguidores apenas no Instagram.
“Rapaz, foi 100% de mensagem boa. A gente decolou em termos de rede social, a gente decolou no Instagram, tinha 10 mil seguidores e a gente posou com quase 110 mil. É uma comunidade super unida. Minha mulher brinca que tem zero hater. E realmente não tem alguém que entre para falar mal das nossas coisas que a gente tá postando durante a viagem. Foi bem legal, me deram muita força. As pessoas mandavam mensagens boas durante todo o trajeto. Nos momentos mais difíceis eram uma boa fonte de energia positiva”, disse o piloto.
Até a viagem, no entanto, foram quase quatro anos de planejamento. Alex contou que o desejo surgiu em outubro de 2022, quando viu o marco dos 50 anos de idade chegar. Em meio a uma admiração de longa data pela aviação e com habilitação de piloto em mãos, ele estava pronto para dar o próximo passo.
O avião utilizado foi um monomotor RV-10 da fabricante norte-americana Van’s Aircraft. Trata-se de um modelo experimental, geralmente comprado como kit de peças para montagem do comprador. Como a adquiriu de segunda mão, a aeronave já tinha 1.100 horas de voo, com uma autonomia de 4 horas e meia por viagem. Como faria percursos muito mais longos, o empresário fez adaptações, e conseguiu aumentar essa sustentabilidade para 15 horas de voo.
Blog do Didi Galvão

