A Polícia Científica de Pernambuco passa a contar com novos comparadores balísticos no Instituto de Criminalística (IC) de Pernambuco, em Recife, e na Unidade Regional de Polícia Científica do Agreste Central (URPOC), em Caruaru. Os equipamentos expandem as possibilidades e ferramentas de produção de provas periciais em crimes que envolvem armas de fogo.
A perita criminal Raissa Matos explica a relevância da ferramenta para o trabalho investigativo: “O microcomparador balístico é essencial na produção de provas materiais robustas. Ele faz uma comparação microscópica de projéteis e estojos, permitindo identificar características únicas deixadas pelos mecanismos das armas nesses elementos, e estabelece vínculos técnicos entre diferentes locais de crime, associando armas apreendidas a ocorrências específicas e fornecendo subsídios robustos para os inquéritos da Polícia Civil”.
O comparador balístico é formado por dois microscópios interligados que permitem ao perito responsável analisar simultaneamente dois elementos, como um projétil coletado em local de crime e outro obtido a partir de uma arma suspeita, por exemplo, a fim de determinar se eles foram produzidos pela mesma arma de fogo. A tecnologia possibilita correlacionar casos distintos entre si, identificando se uma mesma arma foi utilizada em diferentes ocorrências, o que pode ser fundamental para a identificação de autoria e para o andamento da investigação de um caso.
Além disso, o equipamento é utilizado na confirmação de correlações apontadas pelo Banco Nacional de Perfis Balísticos (BNPB), um sistema do Ministério da Justiça, que permite que o alcance das investigações seja feito para além do âmbito estadual e possibilita a conexão de crimes aparentemente isolados.
Ascom – SDS
Blog do Didi Galvão

