Apenas 3 nomes estão na disputa pelas duas vagas de senador na chapa majoritária a ser liderada pela governadora Raquel Lyra: os deputados Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP) e ainda o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil). Os nomes com maior peso eleitoral, sem dúvida alguma, são os de Miguel Coelho e Eduardo da Fonte, embora, pelo que se percebe, já haja uma predefinição da gestora estadual e de seu partido quanto ao nome de Túlio.
João Campos se antecipou na escolha dos nomes para compor sua majoritária a partir de acordo nacional para evitar debandada de aliados, embora essa escolha antecipada possa lhe custar caro, uma vez que ele praticamente fechou todas as portas para novas alianças. Sem falar que causou imensa insatisfação em dois grupos importantes da política estadual; esses grupos são liderados por Eduardo da Fonte e por Miguel Coelho. A escolha focada na capital excluiu o interior do processo.
Na eleição de 2022, a então pré-candidata Raquel Lyra escolheu dois nomes para compor sua majoritária, ligando o Estado do Sertão ao Cais. Raquel Lyra, que é de Caruaru, no Agreste, escolheu Priscila Krause, da capital, e Guilherme Coelho, de Petrolina, no Sertão. O nome de Túlio Gadêlha é considerado essencial devido à polarização nacional, uma vez que ele é um lulista declarado. Por outro lado, ele está filiado ao mesmo partido de Raquel, o PSD. Nessa engrenagem, quem leva vantagem é Miguel Coelho.
Ainda tem o fator Priscila para ser administrado; ninguém sabe ao certo se ela permanecerá na chapa de Raquel. A ideia seria abrir mais um espaço para novas alianças, coisa que João não fez, e turbinar o nome de Priscila para disputar uma vaga na Alepe ou Câmara Federal. Com isso, credenciá-la como potencial nome para a disputa pela prefeitura do Recife em 2028. Nessa perspectiva, a vaga de vice ficaria para o PP de Eduardo da Fonte. Resta saber quem seria esse nome; o filho de Dudu não tem idade.
Blog do Didi Galvão

