Em agosto de 2021, o então Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, enviou ao Senado Federal um pedido de impeachment contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. No pedido, Bolsonaro solicitou a destituição de Alexandre de Moraes da condição de ministro do Supremo Tribunal Federal e a inabilitação de Moraes para exercício de função pública durante oito anos.
O embate entre o então presidente e o ministro Alexandre de Moraes teve início no dia 29 de abril de 2020, quando ele suspendeu a nomeação do delegado Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Na época, o ministro Alexandre de Moraes viu indício de desvio de finalidade na escolha do delegado, que é próximo da família Bolsonaro.
No período das eleições de 2022, os dois, Moraes e Bolsonaro, estavam sempre em desacordo. Bolsonaro tentava a reeleição e Moraes era o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, órgão que comanda as eleições em todo o Brasil. Ao final das apurações, Bolsonaro perdeu com diferença mínima. Lula: 50,90% dos votos; Bolsonaro: 49,10% do total de votos válidos apurados.
A situação de Bolsonaro se agravou a partir do famoso 8 de janeiro de 2023, quando vândalos invadiram instalações dos três Poderes da República. Moraes assume as investigações do 8 de janeiro; já o ex-presidente Bolsonaro passa a ser investigado. Moraes levou a melhor em todos os embates; Bolsonaro nada pode fazer para evitar a condenação.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Moraes foi o relator do processo. O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
Blog do Didi Galvão

