O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), tem pouco tempo para tomar importante decisão política. O nome de Miguel não foi confirmado como um dos integrantes da chapa majoritária a ser liderada por João Campos. Há quem acredite que o socialista até sonha com uma chapa em que o sertanejo faça parte. No entanto, vem a necessidade de uma composição pensando no contexto nacional e no futuro político do próprio João Campos.
Os nomes que melhor agregam dentro da chamada esquerda para beneficiar a campanha de Lula para a reeleição vêm do próprio Partido dos Trabalhadores, que é o do Senador Humberto Costa, ainda da ex-deputada Marília Arraes e do ministro Silvio Costa Filho. Levando em consideração as prioridades do bloco lulista em Pernambuco, Miguel Coelho está fora e, por essa razão, tem pouco tempo para tomar uma decisão que defina seu futuro político.
Aliados de Miguel não veem nenhuma possibilidade dele fazer parte da majoritária liderada pela governadora Raquel Lyra. Um deles disse em reserva ao nosso Blog que é ‘0’ a chance de Miguel Coelho se juntar com Raquel. Já o ex-prefeito de Serrita, Carlos Cecílio, antigo aliado do grupo político hoje liderado pelo ex-prefeito de Petrolina, defende o nome de Miguel como vice na chapa liderada pelo prefeito do Recife, João Campos.
Por outro lado, grande parte dos defensores da pré-candidatura de Miguel para o Senado comunga dos mesmos pensamentos. Esses são declarados aliados de Raquel, por essa razão defendem que o sertanejo esteja na chapa da governadora. Um dos aliados de Miguel Coelho no sertão do Estado e que manteve conversa em reserva com o Blog, disse que o ex-prefeito petrolinense tem pouco tempo para tomar essa decisão.
Segundo uma fonte do Blog, a próxima semana será decisiva para Miguel Coelho, Dudu e a federação formada pelos partidos União Brasil e Progressistas. Dudu da Fonte, que é deputado federal pelo PP, gostaria de disputar uma vaga de Senador no pleito eleitoral deste ano. É possível que a Federação fique com as duas vagas de Senador na chapa de Raquel, ainda que chegue dividida. Aí entra o velho ditado popular: “nem o mel e nem a cabaça”.
Blog do Didi Galvão

