Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito três vezes Presidente da República. Ele já disputou até o pleito de 2022, seis eleições presidenciais, venceu 3 e perdeu outras 3, e esta será o desempate. Nas três que venceu, Lula enfrentou José Serra, do PSDB, em 2002; Geraldo Alckmin, do PSDB, em 2006; e Jair Bolsonaro, do PL, em 2022.
O então presidente Lula escolheu Cabrobó como ponto de partida para uma grande guinda junto ao eleitorado nordestino. Ele escalou o cearense Ciro Gomes para chefiar a pasta da Integração Nacional e dar início ao gigantesco projeto de transposição das águas do Velho Chico. A ideia surtiu efeito imediato; logo veio em forma de votos na eleição seguinte.
Em 2002, quando foi eleito para o primeiro mandato de presidente, Lula perdeu para José Serra (PSDB) nos dois turnos em Cabrobó. Ficou com apenas 39,36% dos votos no primeiro e 42,56% no segundo turno; já o tucano José Serra saiu das urnas com 40,44% dos votos no primeiro e 57,44% no segundo. Naquele pleito, Lula foi eleito presidente para o primeiro mandato.
Na tentativa de reeleição em 2006, Cabrobó foi generoso com o presidente Lula. A já conhecida nacionalmente terra da transposição deu ao petista 82,32% dos votos em primeiro turno; o adversário era Geraldo Alckmin, do PSDB, que ficou com apenas 14,92%. No segundo turno, a diferença foi maior: Lula ficou com 86,59% e Alckmin com apenas 13,05%. Lembrando que esse foi o maior percentual de votos em favor de Lula na cidade de Cabrobó.
Em 2022, Lula obteve o mesmo quantitativo de votos em primeiro e segundo turno (15.805); já o percentual foi maior no segundo turno, chegando a 83,18% contra 81,82% do primeiro turno. Lula saiu da prisão para disputar mandato pela sexta vez. Ele obteve êxito e se tornou o primeiro a derrotar um presidente no exercício do cargo.
Com exceção do resultado da eleição de 2002, quando teve menos votos que o tucano José Serra em Cabrobó, o resultado do primeiro turno pode ser considerado o pior desempenho do petista na terra da transposição. No primeiro turno, Lula teve apenas 77,65% dos votos, percentual bem abaixo dos 83% obtidos na última eleição contra Bolsonaro.
Blog do Didi Galvão

