Magistrados acreditam que abertura de investigação contra o colega poderia abrir precedente para que outros membros se tornem alvos
Correio Braziliense
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ouvidos sob reserva pela reportagem, avaliam que eventuais provas contra o ministro Alexandre de Moraes no caso Master podem ser anuladas por terem sido obtidas pela Polícia Federal sem a autorização prevista no regimento. Conversas envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foram tornadas públicas nesta terça-feira (1º/9).
No entanto, de acordo com a avaliação dos magistrados, para que a investigação tivesse curso, teria sido necessário que o relator, André Mendonça, solicitasse autorização dos demais membros da Corte, por se tratar de um colega de plenário. Mendonça indicou que o caso deve ser levado ao plenário pelo presidente do Tribunal, Edson Fachin.
A avaliação, nos bastidores, é de que uma eventual abertura de investigação contra Moraes abriria precedente para mirar também os ministros Dias Toffoli, Kassio Nunes e Luiz Fux, que já foram citados anteriormente em situações envolvendo o Master.
Esses magistrados acreditam que é mais fácil as provas colhidas serem anuladas pelo plenário do que ocorrer a autorização para a abertura de inquérito. O ministro Fachin avalia o que deve fazer, mas a tendência é convocar uma reunião administrativa para discutir a situação. No entanto, existe receio de uma ofensiva por parte do Senado, a quem cabe julgar integrantes do Supremo.
Blog do Didi Galvão

