Manga Brasil mostra oportunidades e potencialidades da fruta que conquistou o mundo

Evento inédito promovido pelo Sebrae, ExpoManga e Embrapa Semiárido celebra a diversidade, o sabor e o potencial econômico da manga do Vale do São Francisco

O Vale do São Francisco se prepara para viver uma imersão na fruta que transformou o semiárido nordestino em sinônimo de prosperidade. No dia 29 de novembro, o auditório do Sebrae em Petrolina, no Sertão do São Francisco, será palco da primeira edição do Manga Brasil, evento realizado pelo Sebrae/PE, em parceria com a ExpoManga Brasil e a Embrapa Semiárido.

O encontro promete reunir produtores rurais, empresários e especialistas para celebrar e explorar as potencialidades da manga – símbolo maior da fruticultura da região. Interessados em participar podem se inscrever pelo link https://www.sympla.com.br/evento/manga-brasil/3215540.

A proposta é mostrar a diversidade, a qualidade e o potencial gastronômico e econômico das mangas produzidas no Vale do São Francisco, além de apresentar as oportunidades de mercado para o cultivo e a exportação da fruta. Segundo dados do IBGE, a região concentra a maior parte da produção nacional – apenas a Bahia, líder do mercado, ultrapassou a marca de R$ 2 bilhões de valor de produção em 2024, com o cultivo de mais de 844 mil toneladas da fruta.

“Nosso objetivo é unir todos os elos dessa importante cadeia produtiva. Há muitas variedades de manga e, mesmo na região, poucos conhecem toda essa riqueza. Queremos valorizar esse patrimônio local e fazer com que mais pessoas reconheçam o potencial da fruta que faz o nome de Petrolina e do Vale do São Francisco ser respeitado no mundo inteiro”, afirma Laianne Macedo, especialista em Agronegócios do Sebrae/PE.

O Manga Brasil acontece em um momento de otimismo para o setor em função dos bons números que o cercam. De acordo com dados da Valexport, mesmo com as sanções impostas ao Brasil pelo governo norte-americano, os produtores do Vale esperam ampliar em 8% as exportações de manga para o mercado dos Estados Unidos em 2025, chegando a cerca de 40 mil toneladas. O cenário reforça o protagonismo do polo produtor, que é responsável por mais de 90% da manga exportada pelo país.

De acordo com o engenheiro agrônomo Cezar Libório, presidente da ExpoManga Brasil, o encontro será uma oportunidade única para apresentar a variedade de tipos e sabores da fruta, aproximando quem planta, quem transforma e quem consome. “Temos hoje 14 variedades comerciais, mas o banco genético da Embrapa conta com 170 tipos diferentes de manga. A ideia é aproveitar esse acervo e a safra para mostrar ao público a diversidade de formas, texturas e sabores, com degustações e experiências sensoriais. Blogueiros, chefs e representantes do setor gastronômico terão a chance de ver, provar e entender por que a manga do Vale é uma das melhores do mundo”, explica Libório.

O Manga Brasil também busca estimular o consumo interno e consolidar a fruta como um produto gourmet e de valor agregado, com foco especial nas variedades sem fibra, como a Kent, Ataulfo e Keitt. A intenção é inspirar novos empreendedores a investir em agroindústrias locais, ampliando o uso da manga na produção de doces, polpas e compotas.

“O público local muitas vezes reclama que as melhores mangas são exportadas. Por isso, queremos mostrar que é possível agregar valor à produção e fortalecer o mercado interno, estimulando pequenos produtores a inovar e empreender com essa cultura tão versátil, que tem um ciclo produtivo de nove a dez meses”, reforça Laianne Macedo.

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