Lara propõe conjunto de medidas para garantir assistência às famílias atípicas, com destaque para o Cartão de Cuidado Continuado e o Estatuto das famílias atípicas

Transformar em política pública a realidade de mães que dedicam integralmente suas vidas aos cuidados de filhos com deficiência, doenças raras e outras condições que exigem acompanhamento permanente. Essa é uma das propostas de Lara Cavalcanti, candidata a deputada estadual pelo PL, que pretende criar o Cartão de Cuidado Continuado, voltado às mães que, diante da necessidade de cuidado integral dos filhos, muitas vezes não conseguem trabalhar e acabam deixando de lado até as próprias necessidades básicas.

A proposta faz parte de um conjunto de medidas que Lara pretende apresentar durante seu mandato para garantir mais direitos, prioridade e assistência às famílias atípicas. Entre elas está também a criação do Estatuto das Famílias Atípicas, pensado para reconhecer as necessidades específicas dessas famílias e ampliar a rede de proteção oferecida pelo poder público.

“É pra aquelas mães que não conseguem trabalhar fora de casa porque precisam cuidar como se fossem uma enfermeira”, explica Lara. A candidata chama atenção para mulheres que vivem uma rotina de cuidados permanentes e que, muitas vezes, não possuem qualquer suporte para lidar com a sobrecarga física, emocional e financeira.

“Muitas crianças acamadas, crianças com deficiência, com doenças raras, que precisam do cuidado integral de sua mãe e ela não consegue fazer absolutamente nada”, relata.

Para Lara, o Cartão de Cuidado Continuado deve funcionar como uma forma de apoio também à mãe cuidadora, permitindo que ela tenha recursos para necessidades da própria família e para cuidar de si. “A gente precisa ter esse cartão continuado pra ajudar não só ela a se cuidar, mas ela também poder comprar mais alimentos pra dentro de casa, auxiliar numa conta extra que ela precise”, defende.

A proposta nasce de uma experiência que marcou profundamente a trajetória de Lara. Ela perdeu a filha Joana aos quatro anos de idade. A dor da perda, segundo a candidata, se transformou em uma missão de lutar por famílias que convivem com doenças raras e que muitas vezes permanecem invisíveis aos olhos do poder público.

“Eu tenho uma filha que hoje mora no céu, Joana. Ela trouxe a minha missão de lutar pelas pessoas, as que são invisíveis aos olhares públicos. E a minha dor que eu vivi da perda da minha filha aos quatro anos de idade, ela precisa virar luta. Já é luta, mas quero fazer ainda mais”, afirma Lara.

Ao defender o Estatuto das Famílias Atípicas e o Cartão de Cuidado Continuado, Lara afirma que pretende colocar no centro das políticas públicas uma parcela da população que, segundo ela, ainda precisa enfrentar sozinha uma rotina de cuidados que exige tempo, recursos e dedicação integral.

“Eu quero ser autora do Estatuto das Famílias Atípicas, trazendo realmente prioridade pra essas famílias, porque a luta já é muito grande”, destaca.

Ascom – Lara Cavalcanti

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