Deputada eleita no estado reforçou campanha digital de Lula no 2º turno; juiz de Divinópolis rejeitou pedido para restringir previamente novas publicações
A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito para investigar se a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) divulgou informações que sabia serem falsas durante a campanha presidencial no 1º turno.
O caso começou a partir de uma notícia-crime apresentada pelo senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) após a então candidata afirmar nas redes sociais que “os bolsonaristas estão tentando retirar o título de padroeira do Brasil da Nossa Senhora Aparecida”.
Ana Elisa ganhou projeção nacional ao obter a segunda maior votação do estado, com 524 mil votos, e passou a colaborar com a estratégia digital da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Aos 21 anos, ela se tornou uma das apostas petistas para ampliar a comunicação nas redes durante a disputa contra Flávio.
Ao analisar o pedido, o Ministério Público Eleitoral entendeu que existem elementos suficientes para investigar possível divulgação de fatos sabidamente falsos e pediu a abertura do inquérito para buscar novas provas.
O juiz eleitoral Orlando Israel de Souza, da 103ª Zona Eleitoral, de Divinópolis, acolheu a manifestação e enviou o caso à PF do município.
A decisão também obriga a rede social X a preservar os registros das publicações questionadas entre 24 de setembro e 8 de outubro, para impedir que eventuais provas digitais sejam perdidas.
A Justiça, porém, rejeitou uma tentativa de impor previamente uma proibição ampla a novas postagens. O pedido pretendia impedir Ana Elisa de divulgar qualquer conteúdo falso sobre a eleição ou os candidatos. Para o Ministério Público e o juiz, uma ordem desse tipo seria genérica demais.
A abertura do inquérito não significa condenação. A PF agora deverá apurar os fatos e reunir provas para definir se houve crime eleitoral.
Blog do Didi Galvão

