JUCEPE lança Panorama Empresarial para mapear negócios e oportunidades em Pernambuco

Nova ferramenta transforma dados empresariais em inteligência estratégica; solução começa a ser utilizada por órgãos públicos e estará disponível para toda a sociedade a partir de novembro

A Junta Comercial do Estado de Pernambuco (JUCEPE) deu, nesta quinta-feira (24), um passo que marca uma nova fase na história da instituição. Durante a reunião plenária, o presidente da JUCEPE, Paulo André Rabêlo, apresentou o “Panorama Empresarial”, uma ferramenta que transforma os dados produzidos pela Junta e informações de diferentes bases em inteligência estratégica para compreender o ambiente empresarial pernambucano. A solução começa agora a ser utilizada por órgãos públicos e estará disponível para toda a sociedade a partir de novembro.

Mais do que uma plataforma de consulta, o “Panorama Empresarial” foi desenvolvido para permitir que grandes volumes de informações sejam cruzados, analisados e transformados em respostas práticas. A ferramenta reúne dados empresariais e outras bases estratégicas e utiliza inteligência artificial de forma estruturada, com respostas baseadas nas informações disponíveis nas bases integradas, reduzindo o risco de respostas desconectadas da realidade dos dados. A proposta é fazer com que uma análise que poderia exigir semanas ou meses de levantamento e cruzamento manual seja realizada em poucos minutos.

“Estamos dando um passo gigante na história da JUCEPE. A Junta sempre teve uma quantidade enorme de informações sobre o ambiente empresarial, mas agora, com o cruzamento de dados com outra bases, estamos conseguindo transformar esses dados em inteligência. O ‘Panorama Empresarial’ permite fazer perguntas, cruzar informações e obter respostas que ajudam a compreender o que está acontecendo na economia. É uma mudança de patamar para a instituição e para o próprio Estado”, destaca Paulo André Rabêlo, presidente da JUCEPE.

Da pergunta à tomada de decisão

Na prática, o usuário poderá fazer perguntas diretamente à ferramenta e obter respostas a partir dos dados disponíveis. Um empreendedor interessado em abrir uma padaria, por exemplo, poderá consultar quantas padarias existem em um raio de cinco quilômetros, identificar a distribuição desses estabelecimentos e avaliar regiões com características que possam representar oportunidades para um novo negócio.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado a diferentes atividades. Uma empresa que fornece materiais para outras empresas poderá identificar onde estão concentrados seus potenciais clientes, enquanto uma análise voltada ao mercado de trabalho poderá ajudar a compreender a disponibilidade e a distribuição de mão de obra em determinada região. A ferramenta também permite organizar os resultados das pesquisas em arquivos, tabelas, relatórios e planos de ação. Todas as pesquisas ficam armazenadas, permitindo que o usuário retome análises e acompanhe informações ao longo do tempo.

A tecnologia também abre uma nova possibilidade para o planejamento público. Com o cruzamento das informações, será possível analisar os efeitos de determinadas intervenções ou investimentos sobre a atividade empresarial. O Governo do Estado poderá, por exemplo, identificar quais empresas e tipos de negócios surgiram em determinada região depois da construção de uma estrada, ou ainda analisar se houve fechamento de empresas após a instalação de um grande empreendimento, ou até mesmo que negócio pode ser importante para determinada área ou região. A ideia é permitir que decisões públicas sejam acompanhadas também a partir dos efeitos observados na dinâmica empresarial.

“Imagine o trabalho necessário para levantar informações de centenas ou milhares de empresas, localizar esses negócios, cruzar os dados e produzir uma análise. Esse processo, que poderia levar meses dependendo da complexidade, passa a ser feito em minutos. O ganho não está apenas na velocidade, mas na capacidade de fazer perguntas diferentes e enxergar relações que seriam muito mais difíceis de identificar manualmente”, explica Heitor Moura, coordenador de Tecnologia da Informação da JUCEPE.

Uma inteligência construída em rede

O “Panorama Empresarial” funciona a partir de um fluxo permanente de coleta, organização, cruzamento e interpretação de dados. A ferramenta tem acesso a bases como as do Senai, Caged e Sincofi, enquanto a JUCEPE também avança na construção de cooperações com outras instituições.

Em reunião recente com Bernardo Peixoto, presidente da Fecomércio-PE, foi discutida a possibilidade de uma cooperação para intercâmbio de bases. O Sebrae-PE também deverá integrar essa rede de colaboração. Durante a reunião plenária, o vogal Rafael Quintino, representante da FAEPE, destacou ainda a disponibilidade da Federação para contribuir com dados relacionados à agricultura.

Segundo Heitor Moura, a parceria com o Sebrae também deverá avançar para a construção de um modelo de negócios capaz de transformar as informações encontradas nas pesquisas em oportunidades concretas para quem deseja empreender.

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