Falsificação de medicamentos para emagrecer: um crime que pode custar sua saúde

A venda irregular de medicamentos para emagrecimento tem crescido em todo o país e preocupa profissionais da saúde e do direito. O uso de substâncias de procedência duvidosa pode trazer consequências graves, tanto para a saúde quanto na esfera legal. Casos recentes de apreensões e de pacientes que receberam substâncias de procedência duvidosa acendem um alerta: comprar ou aplicar medicamentos para emagrecimento fora de canais oficinais não é só ilegal, mas pode ser fatal.

Pesquisas e operações policiais em diferentes estados já têm flagrado fábricas clandestinas, remessas contrabandeadas e a comercialização irregular de medicamentos destinados ao emagrecimento. Além da falha na eficácia, a principal preocupação é a dúvida sobre o que há dentro das ampolas. “Quando uma medicação vem de procedência duvidosa, ou seja, fabricada sem controle sanitário, o problema vai muito além de não fazer efeito. Você pode ser envenenado. Há substâncias que, a longo prazo, são até cancerígenas. Não sabemos o que essas fórmulas clandestinas podem causar”, alerta a Dra. Carolina Almeida, diretora médica do Núcleo GA.

Ela reforça que clínicas sérias não vendem medicamentos, mas oferecem protocolos individualizados com acompanhamento médico. “Para aplicar esse tipo de substância é preciso ter alvará específico, responsável técnico e estrutura para segurança do paciente. Clínicas sem isso colocam vidas em risco”, pontua a Dra.

Já do ponto de vista jurídico, segundo o advogado Gleucemberg Dias, o artigo 273 do Código Penal prevê penas elevadas para quem falsifica, importa, vende ou distribui produtos medicinais adulterados. “O artigo 273 estabelece pena de reclusão de 10 a 15 anos, uma punição que em muitos casos é mais grave do que a prevista para o tráfico de drogas. Quem importa, vende ou distribui produtos falsificados está sujeito a consequências criminais severas”, informa.

O advogado também ressalta que o paciente lesado pode buscar reparação. “Quem foi enganado deve registrar boletim de ocorrência e procurar as autoridades. Além da punição criminal, o responsável pode ser processado por danos morais e ter o alvará cassado”.

Além da repressão policial e das sanções legais, a educação da população é apontada como ferramenta essencial para reduzir os danos. O alerta conjunto de profissionais da saúde e advogados busca transformar episódios recentes em oportunidades para informar a população sobre os perigos do comércio ilícito de medicamentos.

Verifique também

Protesto cobra justiça por morte de Thiara Freire um ano após acidente envolvendo carro de luxo do cantor Lenno em Santa Maria da Boa Vista

Mobilização acontece nesta sexta-feira (08), em frente à Polícia Civil, e denuncia estagnação do inquérito …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

planetsorare.com/pt/ bonus de cassino online