Agora que terminou o primeiro turno das eleições de 2026, podemos fazer uma análise mais profunda a respeito dos dois candidatos mais votados para o governo de Pernambuco. Principalmente do ex-prefeito do Recife, João Campos, que estranhamente não conseguiu a votação esperada em sua cidade e ficou apenas pouco mais de 36 mil votos à frente de Raquel Lyra.
João Campos foi eleito deputado federal em 2018 com a maior votação da história política de Pernambuco; já em 2020, enfrentou a prima Marília e venceu no segundo turno com quase 100 mil votos de frente. A gestão eficaz agradou os recifenses, sendo ele reeleito em 2024 com mais de 78% dos votos válidos. O resultado em si já o credenciou para a disputa de governador em 2026.
A votação de 2024 na capital pernambucana fez com que João pensasse que seria eleito governador do estado sem precisar de muita ajuda; o que mais se ouvia pelos municípios era a pouca atenção do socialista. Tanto que ele só acordou para essa realidade quando Raquel já estava à frente nas pesquisas; muitos já estavam comprometidos com a reeleição da governadora.
A governadora Raquel Lyra também cometeu erros políticos no início de seu governo, recuperou espaço por conta da força da máquina e porque João falhou muito quando tinha gordura para queimar. Os comportamentos políticos de Raquel e João, adotados no período de arrumação para campanhas, devem ser vistos como exemplos para eles em outras possíveis disputas.
Blog do Didi Galvão

