Em novo comentário, Didi Galvão analisa a repercussão envolvendo política, religião e desinformação durante a semana. Para o comunicador, um episódio que já havia sido encerrado há anos voltou ao debate eleitoral e acabou ganhando novas proporções depois de uma manifestação do vice-presidente Geraldo Alckmin.
A polêmica teve origem em uma informação veiculada pela GloboNews sobre uma suposta mobilização para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A informação estava relacionada a um projeto apresentado em 2007 e arquivado pela Câmara em agosto de 2008, portanto sem relação com uma iniciativa atual. A emissora reconheceu o erro e pediu desculpas durante a edição da meia-noite.
Didi chama atenção para o fato de Geraldo Alckmin ter entrado no debate. Em vídeo publicado na sexta-feira (25), o vice-presidente afirmou ter recebido mensagens de católicos preocupados e declarou que, enquanto ele e Lula estiverem governando, as tradições religiosas estarão protegidas e preservadas. Alckmin, porém, não citou nominalmente Flávio Bolsonaro nem mencionou diretamente o projeto em sua declaração.
O episódio ganhou dimensão eleitoral porque a informação inicialmente divulgada foi associada nas redes sociais ao candidato Flávio Bolsonaro, que negou qualquer intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A própria GloboNews posteriormente esclareceu que a proposta citada era antiga e já havia sido arquivada.
No comentário, Didi também estabelece um paralelo histórico com episódios envolvendo política, imprensa e eleições, citando o conhecido confronto entre Leonel Brizola e Roberto Marinho. Ao final, ele defende que o debate político brasileiro avance com mais responsabilidade e que episódios envolvendo religião não sejam utilizados para distorcer informações ou alimentar conflitos durante o processo eleitoral.
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