Se você prestar atenção ao que mais se fala atualmente em Petrolina, um dos assuntos que ganhou força é a construção de uma nova ponte sobre o Rio São Francisco, ligando Petrolina, no Sertão de Pernambuco, a Juazeiro, na Bahia.
Mas é importante lembrar que essa não é uma discussão que começou agora. A ideia de uma segunda ligação entre as duas cidades já aparece há décadas no debate regional. A chamada Transnordestina, em Petrolina, foi construída como uma importante ligação rodoviária entre as BRs 428 e 407, e há registros de que o traçado esteve associado à discussão de uma futura travessia na região da Tapera.
Portanto, não venha ninguém querer pegar carona em um projeto que tem uma história muito mais antiga. Se essa ponte finalmente sair do papel, evidentemente quem efetivamente contribuir para sua concretização terá seus méritos. Mas é preciso reconhecer também quem discutiu, planejou e defendeu essa obra antes de ela voltar ao centro do debate.
E Petrolina conhece bem essa história de grandes projetos anunciados. Há mais de uma década, por exemplo, também se discutia a implantação de um VLT para melhorar a mobilidade urbana do município. Em 2011, o então prefeito Julio Lossio apresentou à presidente Dilma Rousseff um projeto de mobilidade que incluía o VLT.
E por onde andam os VLTs de Petrolina? Essa é uma pergunta que muita gente ainda pode fazer.
Por isso, a nossa expectativa é que a nova ponte não seja um novo VLT: um projeto que fica no discurso, nas promessas e nos debates políticos, mas nunca chega ao concreto.
A região precisa de planejamento, compromisso e, principalmente, obra entregue à população.
Blog do Didi Galvão

