Durante entrevista coletiva com a imprensa, o tucano afirmou que quer “libertar a Polícia” cearense e se posicionou contrário ao uso de câmeras corporais nas fardas de policiais
O candidato do PSDB ao Governo do Ceará, Ciro Gomes, participou de uma caminhada no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, na manhã de segunda-feira (24), quando apresentou suas propostas para a segurança pública estadual. Durante entrevista coletiva com a imprensa, o tucano afirmou que quer “libertar a Polícia” cearense e se posicionou contrário ao uso de câmeras corporais nas fardas de policiais.
Ciro criticou a estrutura de controle disciplinar criada pela atual gestão estadual. “Câmeras de segurança eu sou contra. Aqui, no Ceará, o que nós precisamos fazer agora é acabar com essa farsa que o PT, Elmano de Freitas, Camilo Santana montaram. Eles criaram uma corregedoria de Polícia separada da estrutura policial”, disse o candidato.
Como exemplo de sua crítica, ele citou uma apreensão de maconha realizada no município de Acopiara em 25 de junho, que resultou em processo disciplinar contra agentes de segurança pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário. Segundo Ciro, a ação representou uma inversão da presunção de inocência garantida pela Constituição aos brasileiros e, particularmente, aos policiais.
“O policial civil, o policial militar é um trabalhador que sai da sua casa, deixa a sua família num ambiente dominado pela facção, pra ir pra rua nos proteger”, argumentou Ciro ao justificar sua posição sobre o tema.
Quando questionado especificamente sobre câmeras corporais, o candidato reafirmou sua posição contrária. “Quero é libertar a Polícia do Ceará até a hora em que a gente restaurar a ordem, aí sim, depois a gente vai ver como conter os abusos policiais da forma mais trivial que puder”, completou.
Durante o ato, Ciro também comentou sobre o apoio de prefeitos a seu adversário, o candidato governista Elmano de Freitas. Ele comparou seus opositores a “imperadores” que formam uma corte e ressaltou que apoio massivo de gestores municipais já ocorreu em campanhas derrotadas anteriormente.
O tucano mencionou sua participação na campanha do irmão Cid Gomes ao Governo do Ceará em 2006, quando coordenou a disputa apesar do apoio de 178 prefeituras ao então governador Lúcio Alcântara. “Havia 178 prefeituras com Lúcio Alcântara. E o pulso de mudança fez com que o Cid ganhasse no primeiro turno. Agora faz um ciclo de 20 anos, de novo a opressão, de novo o mandonismo”, mencionou Ciro. Atualmente, Cid e Ciro estão em lados opostos da disputa eleitoral.
Fonte: Estadão Conteúdo
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