O Brasil já se acostumou com os escândalos financeiros e a prática de corrupção envolvendo o dinheiro público; são tantos desde os tempos dos governos do Regime Militar de 1964 a 1985. Aqui pelo sertão pernambucano e Região Norte da Bahia tivemos o famoso escândalo da Mandioca. Foram muitos beneficiados e, no final, como sempre, os brasileiros pagaram a conta.
Recentemente fomos atacados pelos escândalos do Mensalão e Petrolão, desvios do INSS e agora vem o escândalo do Banco Master. O escândalo do Banco Master envolve os 3 Poderes da República: Executivo, Legislativo, Judiciário e, de quebra, a Imprensa. A cada novo desdobramento das investigações, vêm novas e bombásticas revelações, e já não é mais surpresa para ninguém.
O Banco Master (por meio do Will Bank, sua fintech digital) destinou cerca de R$ 160 milhões em publicidade e patrocínio para a TV Globo entre 2025 e 2026. Os valores foram investidos principalmente no programa Domingão com Huck. O valor destinado à Rede Globo é bem maior que o solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro; o filho do ex-presidente pediu R$ 134 milhões para a produção do filme sobre a vida do pai, Jair Bolsonaro.
Relatórios da Receita Federal e do Coaf enviados à CPI do Crime Organizado listaram pagamentos de mais de R$ 220 milhões feitos pelo Banco Master a políticos, ex-autoridades e seus parentes. A lista inclui o ex-ministro Henrique Meirelles, empresas ligadas ao ex-ministro Guido Mantega, além de repasses à empresa de políticos pernambucanos.
Já ouvimos falar dos desvios de dinheiro público em vários escândalos descobertos; agora estão falando que o escândalo do Banco Master já é o maior de todos até então revelados. A preocupação dos brasileiros que trabalham honestamente é: quando nos orgulharemos de nossas autoridades? Quem vai pagar a conta dessa vez? Quando será o próximo escândalo?
Blog do Didi Galvão

