O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acabou por se pronunciar de maneira consideravelmente dura no ponto de vista familiar. Moraes proibiu o presidenciável Flávio Bolsonaro de visitar o pai por 90 dias, exatamente o período até o final do primeiro turno das eleições de 4 de outubro. Politicamente, a decisão de Moraes beneficia o filho do ex-presidente. Até então, o nome Flávio vinha sendo associado ao escândalo do banco Master, como possível beneficiário de um dos maiores escândalos financeiros da história.
Após uma onda de fatos desfavoráveis à sua pré-campanha, a exemplo do pedido de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro e do embate com Michelle Bolsonaro, Flávio agora surfa ondas favoráveis que podem lhes render pontos na corrida presidencial diante de seu principal oponente, que é o atual Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Moraes aparece com esse fato novo em favor de Flávio; agora é aguardar a reação da população, já podendo ser aferida nas próximas pesquisas eleitorais.
Em 2018, o então candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, foi esfaqueado em plena campanha no interior de Minas Gerais. Bolsonaro já estava liderando a corrida com a impossibilidade de Lula concorrer; o petista estava preso e, por essa razão, inelegível. A facada dada por Adélio Bispo em Jair Bolsonaro deu mais visibilidade ao então candidato do PSL. Bolsonaro foi para o segundo turno e venceu o pleito eleitoral. A decisão de Moraes pode tornar Flávio vítima e potencializar seu nome na corrida presidencial.
Blog do Didi Galvão

