Servidores da Saúde denunciam falta de transparência e dificuldades na posse de concursados em Santa Maria da Boa Vista

Servidores aprovados no concurso público da saúde de Santa Maria da Boa Vista relatam terem enfrentado falta de transparência, desorganização e tratamento desrespeitoso durante o processo de posse, realizado em 1º de julho de 2026.

Segundo os concursados, após a entrega da documentação e dos exames admissionais, foi informado que haveria convocação prévia para a junta médica e para a posse. No entanto, afirmam que não receberam qualquer comunicação por e-mail, mensagem ou outro meio oficial. A convocação teria sido publicada apenas no Diário Oficial em 25 de junho de 2026, estabelecendo o prazo até 1º de julho para comparecimento à junta médica e assinatura do termo de posse, o que muitos consideram insuficiente e sem ampla divulgação.

Vale lembrar que a nomeação desses servidores é resultado de uma longa luta iniciada em 2020, quando o Ministério Público assegurou aos aprovados o direito à nomeação e posse em seus respectivos cargos.

Após a assinatura da posse, os servidores foram orientados a comparecer à Secretaria Municipal de Saúde e procurar o coordenador da Atenção Básica para receberem a lotação. A maior surpresa, segundo os relatos, foi que aproximadamente 98% dos empossados foram designados para Unidades Básicas de Saúde localizadas na zona rural do município.

Ainda de acordo com os servidores, foi informado pelo próprio coordenador que o município não disponibilizaria transporte para o deslocamento desses profissionais até as unidades do interior. A decisão causou indignação, pois, segundo eles, servidores que já ocupavam essas funções anteriormente contavam com transporte fornecido pela administração municipal.

Os concursados também relatam terem enfrentado falta de esclarecimentos e dificuldades para obter informações sobre os critérios de lotação, além de afirmarem que alguns se sentiram constrangidos durante o atendimento recebido.

Outra situação que chamou a atenção foi a divulgação, antes mesmo da posse, da escala de trabalho do Hospital Monsenhor Ângelo Sampaio, datada de 30 de junho de 2026, contendo nomes de profissionais aprovados no concurso. Em alguns casos, segundo os relatos, houve divergência entre a escala publicada e a lotação oficial recebida no ato da posse. Uma servidora, por exemplo, constava na escala do hospital, mas foi oficialmente lotada em uma UBS da zona rural.

Diante desses fatos, os servidores solicitam esclarecimentos da Prefeitura Municipal e da Secretaria de Saúde sobre os critérios utilizados para a distribuição dos concursados, os motivos da retirada do transporte para os profissionais que atuarão no interior e a razão pela qual a maioria dos novos servidores foi direcionada para unidades rurais, enquanto, segundo eles, grande parte da escala do Hospital Monsenhor Ângelo Sampaio continua sendo ocupada por profissionais contratados.

Os concursados esperam que a gestão municipal se manifeste oficialmente e apresente respostas transparentes à população e aos servidores públicos, garantindo o respeito aos princípios da legalidade, da transparência e da valorização do serviço público.

*Texto enviado por concursados

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