Asteroide gigante passará próximo da Terra no sábado

Corpo rochoso de até 1,6 quilômetro de diâmetro não representa risco de colisão e poderá ser observado com telescópios e binóculos potentes

Um grande asteroide passará relativamente próximo da Terra neste sábado (27), sem oferecer qualquer risco de colisão com o planeta. A informação foi divulgada pela Agência Espacial Europeia (ESA), que acompanha a trajetória do objeto celeste.

Conhecido oficialmente como (152637) 1997 NC1, o asteroide foi descoberto em 1997 e possui tamanho estimado entre 750 e 1.650 metros de diâmetro, segundo cálculos baseados na quantidade de luz solar refletida por sua superfície.

Apesar das dimensões impressionantes, especialistas garantem que não há qualquer possibilidade de impacto com a Terra durante esta aproximação.

Aproximação ocorre na manhã de sábado (27)

O ponto de maior aproximação acontecerá às 8h14 (horário de Brasília) deste sábado.

Nesse momento, o asteroide estará a aproximadamente 2.559.461 quilômetros da Terra, distância equivalente a cerca de 6,66 vezes o espaço entre a Terra e a Lua.

O objeto viaja pelo espaço a uma velocidade estimada de 8,9 quilômetros por segundo.

De acordo com a ESA, a probabilidade de colisão é zero.

Observação poderá ser feita com telescópios

Segundo a Agência Espacial Europeia, o asteroide poderá ser observado em diferentes regiões do planeta durante sua passagem.

Nas áreas onde for noite, a visualização será possível com pequenos telescópios e até mesmo com binóculos de maior potência.

No entanto, a observação poderá ser prejudicada pelo brilho da Lua.

“A aproximação de um objeto deste tamanho à Terra ocorre apenas a cada poucos anos, embora desta vez a Lua, brilhante e próxima, possa dificultar a observação no momento”, explicou Juan Luis Cano, integrante do Escritório de Defesa Planetária da ESA.

Visibilidade em diferentes regiões

Durante a fase de aproximação, o asteroide será mais facilmente observado em regiões do Hemisfério Norte.

No momento de maior proximidade com a Terra, poderá ser visto teoricamente em praticamente todo o planeta, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.

Já durante seu afastamento, a observação será mais favorável para os moradores do Hemisfério Sul.

Monitoramento constante

A ESA e outras agências espaciais mantêm monitoramento permanente de objetos próximos à Terra, conhecidos como NEOs (Near-Earth Objects), para identificar possíveis riscos futuros.

No caso do asteroide (152637) 1997 NC1, os cálculos orbitais indicam que sua passagem ocorrerá de forma totalmente segura.

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