Entrevistado nesta quinta-feira, 28 de agosto, no Bom Dia, Ministro, o titular da pasta da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que a industrialização consciente deve ser vista na Amazônia como um fator fundamental de desenvolvimento da região. “A melhor estratégia para a Amazônia é agregar valor nos produtos da Amazônia. Beneficiar produtos, gerar emprego e renda. Isso é para o açaí, é para o cacau, é para o café, é para a castanha, é para a madeira, é para o pescado, é para a piscicultura. Todas as atividades. O ideal é agregar valor”, frisou o ministro.
Segundo o ministro, a região entra neste sábado (30/8) em uma nova fase da relação com a China, em função da chegada ao Porto de Santana das Docas, no Amapá, do primeiro navio da nova rota para a Ásia. A nova rota simboliza uma opção atrativa, em especial para produtores das regiões Centro-Oeste e Norte, que antes ficavam restritos à logística de exportação via Porto de Santos (SP). A embarcação saiu do porto de Zhuhai, na China, e a chegada ao Amapá fortalece relações bilaterais e facilita a logística de escoamento de produtos amazônicos para a Ásia. “Eles têm muito interesse pelo mel, pelo açaí, pelo cacau. Os produtos da biodiversidade têm abertura grande na China”, destacou Waldez.
“O ministério tem três memorandos de cooperação com o governo chinês e um deles é no desenvolvimento regional, que trata prioritariamente dos produtos da biodiversidade e da logística. A rota Zhuhai-Santana está nessa estratégia. No sábado (30/8), o primeiro navio dessa rota está encostando no porto de Santana, em Macapá. Daí para frente, vai da nossa capacidade de articular produtos de interesse da China. O Brasil continua exportando muita soja, café, ferro para a China, mas a ideia é ampliar essa lista”.