Visita técnica apresenta resultados de recuperação ambiental no Semiárido e fortalece cooperação entre estados do Nordeste

Técnicos do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e dos estados de Sergipe, Alagoas e Paraíba participaram, na semana passada, de uma atividade de campo voltada à troca de experiências sobre recuperação ambiental e regularização ambiental no Semiárido. A agenda incluiu visitas a áreas de restauração vinculadas aos Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) e Re-Habitar, desenvolvidos pelo Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental da Universidade Federal do Vale do São Francisco (NEMA/Univasf).

A atividade integra as ações do projeto “Apoio à normatização e sistematização da regularização ambiental nos estados do Nordeste”, executado por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre o Serviço Florestal Brasileiro e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), através do NEMA. A iniciativa tem como objetivo apoiar tecnicamente as discussões que ocorrerão em uma oficina temática na Paraíba nos dias 25 e 26/03 e, por consequência, embasar as decisões dos estados da PB, SE e AL na implementação e no fortalecimento de seus Programas de Regularização Ambiental (PRA).

Durante a visita, os participantes conheceram áreas onde vêm sendo executadas ações de recuperação ambiental e recomposição da vegetação nativa, além de estratégias de monitoramento e manejo aplicadas em territórios impactados por grandes obras de infraestrutura hídrica. As atividades permitiram observar, na prática, metodologias utilizadas na recuperação de áreas degradadas e na restauração de ecossistemas da Caatinga. Além das equipes do Serviço Florestal Brasileiro e dos órgãos ambientais estaduais, a agenda contou com a participação de especialistas da Agroícone, instituição que também integra a iniciativa e contribui com apoio técnico voltado ao aprimoramento das políticas públicas de regularização ambiental.

Para o coordenador do NEMA, professor Renato Garcia, a atividade representa um momento importante de integração entre ciência, gestão pública e prática em campo. “Essas visitas permitem que os técnicos dos estados e do Serviço Florestal Brasileiro conheçam de perto experiências reais de recuperação ambiental no Semiárido. É uma oportunidade de compartilhar metodologias, discutir desafios e fortalecer a construção de normas e estratégias mais eficientes para a regularização ambiental nos estados do Nordeste”, destacou.

Texto: Jaquelyne Costa
Assessora de Comunicação do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna/Univasf)
Fotos: Rovani Araújo (NEMA/Univasf)

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