A Rua 25 de Março, em São Paulo, foi mencionada nominalmente como um dos pontos mais notórios de comércio de produtos falsificados.
Dois dias antes do anúncio do tarifaço do então presidente Donald Trump, o governo dos Estados Unidos divulgou um relatório que aponta o Brasil como um dos países com alto índice de pirataria e falsificação. O documento, que trata do comércio exterior, reconhece avanços na fiscalização, mas critica a persistência do mercado ilegal, tanto físico quanto online. A Rua 25 de Março, em São Paulo, foi mencionada nominalmente como um dos pontos mais notórios de comércio de produtos falsificados.
A pirataria no Brasil gerou prejuízos estimados em quase R$ 500 bilhões apenas em 2024, segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria. Isso inclui perdas de vendas para empresas legalizadas e impostos não arrecadados. “Deixam de gerar empregos, de atrair novos investimentos… Está sendo fortalecida a estrutura criminosa que arrecada esse dinheiro que poderia estar circulando na economia formal”, afirmou Edson Vismona, presidente do Fórum. Ele também alertou para os riscos à saúde e segurança do consumidor e o envolvimento de organizações criminosas nesse mercado.
Apesar das críticas ao Brasil, o relatório norte-americano cita também outros países e reconhece que o problema é global. “É um flagelo mundial”, disse Vismona, defendendo ações coordenadas entre nações. Nos Estados Unidos, cidades como Nova York também enfrentam problemas semelhantes com a venda de produtos falsificados nas ruas. A União dos Lojistas da 25 de Março respondeu que repudia a generalização feita no relatório e destacou que a maioria dos lojistas da região atua dentro da legalidade, com apoio do poder público para combater irregularidades pontuais.