Sertão pede socorro: o Hospital Dom Tomás como solução para cardiologia regional — quantas vidas ainda serão perdidas até a cardiologia de alta complexidade se tornar realidade em Petrolina?

A recente visita do Alexandre Padilha a Juazeiro e Petrolina escancarou uma realidade que há anos angustia a população do Vale do São Francisco: a ausência de uma rede estruturada de atendimento cardiovascular de alta complexidade pelo SUS.

Enquanto grandes centros avançam, o Sertão ainda enfrenta limitações graves. Equipamentos de hemodinâmica — essenciais para salvar vidas em casos de infarto — estão fora de funcionamento em unidades como a PROMATRE e o Hospital Memorial Petrolina. Ao mesmo tempo, a escassez de leitos de UTI e estruturas adequadas compromete o atendimento de pacientes em estado crítico. O resultado é cruel: atrasos no tratamento, transferências longas e, muitas vezes, vidas que poderiam ser salvas, mas não são.

Em meio a esse cenário, é preciso reconhecer e destacar o empenho de lideranças que têm se colocado à frente dessa causa. O ex-prefeito Miguel Coelho, o deputado federal Fernando Filho e o deputado estadual Antônio Coelho vêm atuando de forma consistente para fortalecer a saúde regional, buscando investimentos, articulando parcerias e defendendo a implantação de serviços que realmente impactem a vida da população.

E é nesse contexto que o Hospital Dom Tomás se apresenta como a resposta concreta que o Sertão tanto precisa. O projeto já está pronto. Não se trata de uma ideia futura ou de uma promessa vaga — é uma solução estruturada, planejada e pronta para sair do papel.

A proposta contempla:
• 30 leitos de cardiologia clínica
• 10 leitos de UTI cardiológica
• Bloco cirúrgico exclusivo para cirurgia cardiovascular
• Serviço de implante de marca-passo
• Hemodinâmica funcionando 24 horas por dia

Isso significa, na prática, garantir atendimento imediato ao paciente infartado, reduzir drasticamente o tempo até a intervenção e salvar vidas que hoje se perdem no caminho entre cidades e hospitais distantes.

A pergunta que fica — e que precisa ecoar entre gestores e autoridades — é simples e urgente: o que ainda falta para esse projeto se tornar realidade?

O Sertão não pode mais esperar. Cada dia de atraso custa vidas. A população do Vale do São Francisco merece acesso digno, rápido e resolutivo à saúde cardiovascular. O Hospital Dom Tomás está pronto para ser esse marco.

Agora, é hora de decisão. É hora de compromisso. É hora de agir.

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