O agora ex-prefeito do Recife e oficialmente pré-candidato a Governador de Pernambuco, João Campos (PSB), apostou todas as suas fichas na montagem de uma chapa 100% Lulista; João foi além do que muitos enxergam limitadamente; o filho de Eduardo Campos já está antevendo as eleições de 2030. Pode ser que tanto João quanto Lula não sejam candidatos este ano, Lula de forma definitiva e João como reserva de futuro.
Já Raquel Lyra (PSD) tem a prerrogativa constitucional e vai ser candidata à reeleição; diferentemente do que fez João, a governadora ainda não montou sua chapa majoritária. Raquel tem dois nomes consideravelmente de peso para ajudá-la nessa missão; um é o do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, e o outro é o do deputado federal Túlio Gadêlha. Com esses nomes e ainda o vice a ser definido, Raquel poderá ter uma chapa unindo todo o Estado.
Com a antecipação de João em relação à montagem da chapa majoritária, ele priorizou apenas o Recife e deixou de fora o restante do Estado. O prejuizo pode ser inevitavel, principalmente por não ter consigo apoios de grupos politicamente influentes no interior, ao contrário do que fez seu bisavô Miguel Arraes em 1986 e 1994, e seu pai Eduardo Campos em 2006 e 2010. Levando adiante sua candidatura, João Campos terá que contar com a candidatura de Lula.
Enquanto isso, a governadora Raquel Lyra não pode deixar de reconhecer o valor de um bom aliado. Mesmo estando com a caneta na mão para uma disputa, o mais importante é a força de aliados. Raquel pode chegar à disputa em situação altamente confortável, inclusive com possibilidades de eliminar o adversário antes da disputa. Você já ouviu aquele ditado que diz assim: “na política tudo é possível, inclusive absolutamente nada”?
Blog do Didi Galvão

