Pauladas na cabeça e corpo coberto por folhas: estudante mata madrasta a mando de facção no Ceará

O adolescente participou do ‘tribunal do crime’.

Por Diario do Nordeste

Sob ameaça de uma facção criminosa, um adolescente estudante do Ensino Médio teria matado a própria madrasta no Interior do Ceará. A reportagem do Diário do Nordeste teve acesso a documentos com detalhes do crime cercado por requintes de crueldade.

No último dia 7 de fevereiro, Antônio Denílson Pereira Lima e o adolescente estavam em um bar na cidade de Ipaporanga, bebendo junto com Sara da Silva Marques. Um homem ainda não identificado teria ligado para Denílson e dado instruções para o crime. O recado dado pelo mandante foi direto: “se eles não matassem Sara, eles seriam mortos”.

A dupla possivelmente se aproveitou da proximidade com a vítima e a levou até um povoado próximo. Lá, Sara, madrasta do adolescente, passou a ser agredida com pauladas e socos na barriga até morrer.

De acordo com a investigação, os suspeitos colocaram o corpo da mulher perto de uma cerca e o cobriram com folhas na tentativa de ocultar o cadáver. Depois, fugiram até um matagal.

Parte da ação foi registrada por câmeras de segurança. 

As câmeras flagraram o momento no qual os homens voltam ao local do homicídio “caminhando de forma fria e tranquila, como se nada tivesse ocorrido”.

TRIBUNAL DO CRIME

A Polícia Civil passou a analisar as imagens e identificou os envolvidos: “diante da informação, iniciou-se uma verdadeira operação por parte das forças de segurança com o intuito de identificar e capturar os investigados”.

Antônio Denílson já respondia por homicídio e estava em semiliberdade quando supostamente reincidiu.

Ele foi preso em flagrante e passou por audiência de custódia, quando a Justiça decidiu pela conversão em prisão preventiva.

Já o adolescente, foi até a própria casa, trocou de roupa e confessou a ação à irmã. Na versão dele, “caso não tivesse participado da morte da madrasta Sara, ele próprio seria morto por uma facção criminosa”.

Quando localizado pelos policiais, o jovem negou integrar qualquer facção criminosa e disse sequer ser simpatizante de um grupo.

Ele confessou a participação no ato infracional análogo ao homicídio contra a madrasta, mas disse “apenas ter dado socos na barriga dela”, enquanto Denílson é quem teria desferido as pauladas.

O caso segue sob investigação e os suspeitos à disposição da Justiça.

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