Nunca o Brasil precisou tanto de um Senado sério e independente como agora

Mesmo em tempos de governos do Regime Militar e com senadores sendo nomeados por serem amigos de governadores biônicos, aqueles que sentavam na cadeira da câmara alta do Congresso Nacional defendiam o que era melhor para a Nação. Foi o tempo de Marcos Freire, Nilo Coelho, Tancredo Neves, Pedro Simon, Teotonio Vilela, Franco Montoro, Paulo Bisol e tantos outros.

O pernambucano Nilo Coelho foi eleito senador da República em 1978, chegando à presidência do Senado e do Congresso Nacional em 1983. Mesmo sendo aliado do Regime Militar, nunca se posicionou como um subalterno, teve a coragem de expressar a famosa e emblemática frase: ‘não sou presidente do Congresso do PDS (seu partido), sou presidente do Congresso do Brasil’.

Muito diferente da época de Nilo Coelho, o senado de hoje não tem coragem de enfrentar nem sequer um ministro do STF. O país vive momentos de tensão por conta do que já é considerado o maior escândalo econômico da história, principalmente por ter membros do Supremo Tribunal Federal com nomes sendo citados. Aí vem a pergunta que sai da garganta da maioria dos brasileiros: onde está o Senado da República Federativa do Brasil?

Não se trata de confronto entre poderes, muito menos de caça às bruxas. Sim, de apurar os fatos, dar à Nação a resposta que ela tanto aguarda. Alguém comprometido com a Nação, a exemplo do saudoso Nilo Coelho, teria a coragem de cobrar dos ministros do STF, no mínimo, explicações. Não há necessidade de impeachment de um dos ministros, basta que aquele com o nome é citado em escândalos vá à casa e esclareça sobre os fatos.

Um ministro do STF é apenas um integrante de um dos 3 Poderes da República, assim como um deputado, um senador e o presidente da República. O ministro do STF é igualmente cumpridor da Constituição, assim como os demais, sendo ele integrante do Poder que tem a função de guardião da Carta Magna. Por essa razão, suas obrigações são maiores, principalmente de prestar os devidos esclarecimentos em caso de ter o nome citado em escândalos.

Que o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que um dia surgiu para derrotar o gigante Renan Calheiros, possa erguer a espada da ética e fazer valer a confiança que um dia a ele foi depositada. Não precisa abrir processo de impeachment contra Toffoli e nenhum outro, basta cobrar do ministro que vá à casa para dar explicações. Assim como os ministros do STF fazem com os senhores parlamentares, tudo previsto na Constituição Federal.

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