“Não vamos nos intimidar por aqueles que querem manter Pernambuco no atraso”, disse o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho

Editorial do domingo.

A Operação Vassalos, conduzida pela Polícia Federal e autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino, apura possíveis irregularidades em destinação de verbas parlamentares. Os alvos são o ex-senador da República, Fernando Bezerra Coelho, e o deputado federal, Fernando Bezerra Coelho Filho. Outro nome envolvido na operação é o de Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina de 1º de janeiro de 2017 a 30 de março de 2022.

Miguel Coelho, que é filho do ex-senador Fernando Bezerra Coelho e atual presidente do União Brasil em Pernambuco, foi candidato a governador em 2022 e é visto como potencial pré-candidato ao Senado da República neste ano. Em todos os levantamentos já realizados no Estado e por diferentes institutos de pesquisa, Miguel Coelho sempre aparece entre os mais cotados para garantir uma das duas vagas em disputa este ano.

Logo após a operação Vassalos da Polícia Federal, Miguel Coelho gravou vídeo e postou em seu perfil no Instagram. Bem no início da fala, o petrolinense diz assim: “Estou aqui para deixar algo muito claro: ‘não vamos nos intimidar por aqueles que querem manter Pernambuco no atraso‘”. Na sequência, Miguel diz assim: “Em pleno ano eleitoral, criam uma ação espalhafatosa para tentar manchar o mérito do nosso trabalho”.

É importante analisarmos minuciosamente a fala do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil). Algumas perguntas logo em primeiro momento, por se fazer necessário para um melhor entendimento. Quem é que está tentando intimidá-lo? Quem é que quer manter Pernambuco no atraso? Lembrando que quem autorizou a operação da PF foi o ministro Flávio Dino, que já foi do PSB, partido presidido nacionalmente por João Campos.

João Campos está no segundo mandato de prefeito do Recife e é pré-candidato a governador, tem com ele ao menos quatro nomes que se colocam como pré-candidatos a Senador. Um deles é o de Miguel Coelho, por sinal, João esteve recentemente em Araripina ao lado do sertanejo. Para muitos, naquele dia, mesmo sem a oficialização, os apoiadores de Miguel, entre eles o prefeito da cidade, Evilásio Mateus, ficaram com a certeza de que ali foi a confirmação.

Com a entrada de Marília Arraes na briga por uma das vagas de senadora da Frente Popular, a aproximação de Humberto Costa do próprio João Campos, muitos viram as movimentações como tentativa de rifar o nome de Miguel. Outro fator recente que mexeu com a estrutura da política pernambucana foi a ventilação de uma possível aliança de Miguel com Raquel. Talvez a ideia causou insatisfação a alguém, o que daria sustentação à suspeita de Miguel.

Portanto, Miguel teria que explicar melhor sobre sua fala. Quem tenta lhe intimidar? Quem é que quer manter Pernambuco no atraso? Quem criou a ação espalhafatosa? Se há suspeita de que a operação é política, quem estaria por trás de tudo isso? Pernambuco e, principalmente, o sertão, precisa saber quem tem interesse em tentar manchar o nome de um sertanejo. Só para reforçar, a operação foi autorizada por Flávio Dino, que foi filiado ao PSB.

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