Reportagem especial da Revista Veja destaca articulação do Planalto para salvar redutos eleitorais, a exemplo da Bahia, governada por Jeronimo Rodrigues, e Ceará, com Elmano de Freitas
Os números de levantamentos recentes apontam crescimento substancial dos nomes de ACM Neto, pré-candidato a governador da Bahia, e de Ciro Gomes, pré-candidato a governador do estado do Ceará. Dois estados que vêm sendo governados por petistas há bastante tempo, a Bahia desde janeiro de 2007 e o Ceará desde janeiro de 2015.
Segundo a reportagem de Veja, Lula não pensaria duas vezes entre constranger um aliado e tentar salvar sua reeleição. A definição do Palácio sobre nomes para disputar os governos do Ceará e Bahia deve sair já próximo do fechamento de prazos para escolhas de candidaturas. Isso porque os cenários nos estados da Bahia e Ceará podem mudar.
Não havendo recuperação dos governadores Jeronimo Rodrigues da Bahia e Elmano de Freitas no Ceará, Lula já tem nomes escolhidos para as respectivas substituições. Entram em cena os ministros da Educação e Casa Civil, Camilo Santana e Rui Costa, respectivamente. Camilo e Rui foram governadores de seus estados no mesmo período (2015-2022).
Lula sabe que não pode facilitar em estados-chave, onde seu prestígio ainda é considerável. Na Bahia, por exemplo, o PT venceu uma dificílima batalha em 2006 quando Jaques Wagner foi eleito governador para o primeiro mandato. Wagner foi reeleito em 2010 e conseguiu fazer o sucessor em 2014, sendo Rui reeleito na eleição seguinte em 2018 e também fazendo o sucessor.
O presidente Lula sabe da importância dos estados da Bahia e Ceará para sua reeleição. Na eleição de 2022, Lula foi eleito com 2.139.645 votos a mais que Bolsonaro. No estado da Bahia, o petista teve 3.740.787 votos a mais que o ex-presidente. Daí a justificativa para uma possível substituição de nomes na Bahia e Ceará, mesmo que isso signifique rifar os atuais governadores.
Blog do Didi Galvão

