Ex-presidente chilena é aliada história de Lula na região e tem trajetória ligada a partidos de esquerda
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou apoio formal à ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, na eleição para secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), prevista para setembro deste ano.
Pelas redes sociais, o petista destacou que ela pode ser a primeira mulher a comandar a ONU em oito décadas de história e lembrou da trajetória de Bachelet em seu país e na própria ONU, onde exerceu cargos como o de Alta Comissária para os Direitos Humanos.
“No sistema das Nações Unidas, teve papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres, como sua primeira diretora-executiva, dando escala institucional à agenda da igualdade. Como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, trabalhou para proteger os mais vulneráveis, avançar no reconhecimento do direito humano a um meio ambiente limpo, saudável e sustentável, e dar voz a quem mais precisa ser ouvido”, publicou Lula.
“Sua experiência, liderança e compromisso com o multilateralismo a credenciam para conduzir a ONU, em um contexto internacional marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos”, acrescentou.
Filiada ao Partido Socialista do Chile, Michelle Bachelet foi presidente do país por duas vezes, de 2006 a 2010 e de 2014 a 2018, além de ministra da Defesa e da Saúde em outros governos.
Para se tornar secretária-geral da ONU, Bachelet precisará do aval do Conselho de Segurança e, consequentemente, da aprovação de Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido, os cinco países com poder de veto no órgão. A líder chilena pode enfrentar resistências do presidente americano, Donald Trump, pelo seu histórico ligado à esquerda. Também pode ter dificuldades com a China, por já ter assinado relatórios que denunciavam violações de direitos humanos pelo governo chinês.
Blog do Didi Galvão

