João Campos decide sobre composição de sua majoritária com olhos voltados para 2030; o gestor municipal da capital colocou em escanteio aliados do centro-direita e fechou 100% com a esquerda. A decisão de João em relação aos nomes de Marília, Humberto e um Costa para compor sua chapa nasceu de entendimento firmado dentro do Palácio do Alvorada.
Para o Prefeito do Recife, a aliança fechada com todo grupo político do Presidente Lula seria prioridade neste momento, levando em consideração que a esquerda vai precisar de um novo líder. João Campos enxerga essa possibilidade e se coloca como candidato, não apenas ao Governo de Pernambuco, mas como alguém que vai liderar a esquerda no Brasil a partir de 2030.
Lembrando que, no segundo turno das eleições de 2024 em Fortaleza, o prefeito recém-reeleito do Recife fez declarações que repercutiram em todo o país “Bolsonarismo não se cria no Nordeste”, disse João em outubro daquele ano. Declaração clara e inequívoca de alguém que estava imprimindo uma marca de líder, assim como fez seu pai Eduardo Campos em 2012.
Ao escantear Miguel Coelho do União Brasil e Eduardo da Fonte do Progressista, João Campos mandou um recado claro e objetivo para a direita e centro-direita. No seu palanque só tem vaga para quem é da esquerda, aí João está agindo diferentemente de como fez seu pai nas eleições de 2006, 2012 e 2014. João vê 2030 como prioridade, assim como a esquerda viu 2024.
Blog do Didi Galvão

