Investigação não é perseguição: quando a narrativa tenta substituir o fato

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A reportagem exibida pelo Domingo Espetacular, da TV Record, apresenta denúncias graves ao sugerir que a Polícia Civil de Pernambuco estaria sendo instrumentalizada para perseguir adversários políticos da governadora Raquel Lyra, especialmente pessoas ligadas ao prefeito do Recife, João Campos (PSB).

O ponto central que precisa ser restabelecido é simples: a Polícia Civil tem o dever legal de apurar denúncias, inclusive anônimas, quando elas chegam aos seus canais oficiais. Não investigar seria omissão funcional. Investigar não é condenar, perseguir ou criminalizar. É cumprir a lei!

A própria resposta do Governo do Estado esclarece que houve checagem de denúncias, mas que não foram encontrados elementos suficientes para abertura de inquéritos formais. Esse procedimento é padrão em qualquer polícia judiciária do país e existe justamente para evitar abusos.

Transformar a existência de uma apuração preliminar em prova de perseguição política é uma inversão perigosa. Esse tipo de narrativa não fragiliza governos, fragiliza instituições. Coloca sob suspeita o trabalho técnico da Polícia Civil e cria um ambiente em que investigar vira sinônimo de atacar, e não de cumprir a lei.

O que se observa é uma tentativa clara de retirar o fato do seu contexto institucional e inseri-lo em um ambiente eleitoral, criando uma nova narrativa política a partir de um dever funcional da polícia. Diante disso uma dúvida surge: quem está por trás dessa tentativa clara de inversão de fatos?

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