EUA vão enviar reforço de milhares de militares para o Oriente Médio

Os Estados Unidos estão enviando milhares de fuzileiros navais e marinheiros como reforço para o Oriente Médio, disseram três autoridades americanas à Reuters nesta sexta-feira (20), enquanto a guerra entre EUA e Israel contra o Irã se aproxima de completar três semanas.

Nenhuma decisão foi tomada para enviar tropas ao próprio Irã, disseram duas fontes à Reuters, mas eles irão aumentar a capacidade para potenciais operações futuras na região.

O envio do USS Boxer, um navio de assalto anfíbio, juntamente com sua Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais e navios de guerra acompanhantes, ocorre após a Reuters ter noticiado que o governo do presidente Donald Trump estava considerando o envio de milhares de soldados americanos para reforçar suas operações no Oriente Médio.

Trump disse a repórteres na quinta-feira (19) que não estava enviando tropas “para lugar nenhum”, mas que, se fosse o caso, não diria isso aos jornalistas.

As fontes, que falaram sob condição de anonimato, não disseram qual será o papel das tropas adicionais.

Uma das autoridades disse que as tropas estavam deixando a Costa Oeste dos Estados Unidos cerca de três semanas antes do previsto. A unidade expedicionária tem cerca de 2.500 fuzileiros navais.

Questionada, a Casa Branca encaminhou as perguntas ao Pentágono, que não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Os destacamentos adicionais vão se somar aos 50 mil soldados americanos já presentes no Oriente Médio e trarão duas Unidades Expedicionárias de Fuzileiros Navais para a região. A primeira, enviada da região Indo-Pacífica, deverá chegar ao Oriente Médio na próxima semana.

As unidades podem ser utilizadas por diversos motivos, incluindo a realização de ataques usando aeronaves a bordo dos navios ou serem implantadas em terra.

O porta-aviões Ford, que sofreu um incêndio, está a caminho da Baía de Souda, na ilha grega de Creta, para reparos. Uma fonte militar informou à Reuters que a Marinha enviará o porta-aviões Bush para substituir o Ford, que está no mar há mais de nove meses.

Opções para Trump no Oriente Médio

Fontes haviam afirmado anteriormente que os militares dos EUA estavam se preparando para possíveis próximos passos em sua campanha contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro.

Essas opções, segundo informações da Reuters, incluem garantir a segurança do Estreito de Ormuz, potencialmente através do envio de forças americanas para o litoral iraniano.

Segundo a Reuters, o governo Trump também discutiu opções para enviar tropas terrestres à ilha de Kharg, no Irã, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do país.

Qualquer utilização de tropas terrestres americanas – mesmo para uma missão limitada – pode representar riscos políticos significativos para Trump, dado o baixo apoio do público americano à campanha contra o Irã e as próprias promessas de campanha de Trump de evitar o envolvimento dos EUA em novos conflitos no Oriente Médio.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos, encerrada na quinta-feira (19), constatou que cerca de 65% dos americanos acreditam que Trump ordenará o envio de tropas para uma guerra terrestre em larga escala no Irã, enquanto apenas 7% apoiam essa ideia.

Os EUA realizaram ataques contra 7 mil alvos dentro do Irã e atingiram mais de 40 navios iranianos lançadores de minas e 11 submarinos, segundo o Pentágono.

Em um sinal de que a guerra poderia continuar por algum tempo, um funcionário americano disse à Reuters que o Pentágono pediu à Casa Branca que aprovasse uma solicitação de mais de 200 bilhões de dólares ao Congresso para financiar o conflito.

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