Estátua de Nossa Senhora deve ser restaurada em 7 meses

A estátua de Nossa Senhora de Fátima deve ser restaurada em cerca de sete meses, segundo estimativas iniciais do escultor da obra, Ranilson Viana. O monumento foi destruído por incêndio de grandes proporções nesta terça-feira (24), na zona Norte de Natal. Ainda não há um cronograma fechado sobre a reconstrução, mas estima-se que as peças sejam restauradas em cinco meses e a estrutura seja montada dois meses depois.

As informações foram relatadas por Ranilson Viana e repercutidas pela secretária de Infraestrutura de Natal, Shirley Cavalcanti, que esteve em visita técnica ao local nesta quarta-feira (25), após reunião com o artista. Viana chegou à capital potiguar no início da tarde desta quarta-feira para acompanhar de perto a situação. Uma perícia está sendo realizada para identificar o que provocou o curto-circuito na máquina de solda utilizada pelos trabalhadores e que foi divulgada como causa do incêndio.

“Estamos fazendo um levantamento para ver qual porcentagem da obra foi atingida. Ainda tem 30% da obra pronta aqui. Vamos trabalhar nos outros 70%”, diz o escultor. Segundo ele, partes como a coroa, o rosto e um terço foram preservadas, o que ajuda a acelerar o processo de restauro. Visualmente, a base também está preservada, mas estudos ainda estão sendo feitos para comprovar se não há necessidade de intervenção. Além disso, o Município e o escultor estão articulando para que a modelagem seja feita em Natal.

A secretária Shirley Cavalcanti explicou que a equipe foi ao local do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Pajuçara, para apurar a situação. “Vamos iniciar toda essa parte de limpeza, para deixar a estrutura pronta para as peças, pronta para uma nova montagem. O artista está aqui apurando toda a situação e levantando as peças que precisam ser produzidas”, diz Cavalcanti. “Estamos dando todo o apoio para que ela possa ser refeita e reerguida o mais rápido possível”.

Até o momento da apuração desta matéria, as investigações apontam que houve um curto-circuito na máquina de solda, o que provocou o incêndio. Viana diz que sua equipe é treinada, que usa equipamentos de proteção individual e tem protocolos de segurança. A reconstrução do monumento não deve gerar nenhum custo adicional para o Município.

“Preciso entender o que foi atingido, porque o incêndio não afetou toda a estrutura da imagem […] Acredito que eu vou levar, no máximo, 30 dias para recomeçar a executar a modelagem das peças atingidas. Antes disso, preciso organizar o local, tirar o restante da ferragem e fazer uma limpeza para recomeçarmos o trabalho”, explicou o artista à TRIBUNA DO NORTE.

Viana esclareceu que ainda não é possível estabelecer quanto custará a remontagem. O monumento, com 35 metros de altura sobre uma base de 8 metros, integra o Complexo Turístico Religioso Nossa Senhora de Fátima, orçado em cerca de R$ 15 milhões, no Conjunto Parque das Dunas, na zona Norte da capital. O material usado na estrutura, de acordo com o escultor, é formado por uma estrutura metálica, revestimento de fibra de vidro e resina e por EPS (isopor) de alta densidade.

“Nosso isopor é, inclusive, anti-chamas, feito para não propagar fogo. Mas a gente precisa entender, e a perícia vai indicar isso, o que aconteceu, se foi algum tipo de aquecimento que causou o curto na máquina, uma vez que ela estava muito alta e foi preciso aumentar a amperagem. Os engenheiros de segurança e peritos estão investigando”, detalhou Ranilson Viana.

Materia do Tribuna do Norte

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