Por: Mayko Galvão
Nesta terça-feira (8), a Câmara de Vereadores de Olinda aprovou a concessão do Título de Cidadão Olindense ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta foi aprovada por ampla maioria: 14 votos favoráveis contra apenas um. A homenagem foi alvo de polêmica e gerou intensos debates no plenário, sobretudo por parte do voto contrário da vereadora Eugênia Lima (PT).
A entrega do título em Olinda vem na esteira de outra homenagem aprovada na última semana pela Câmara Municipal de Petrolina, no Sertão do São Francisco. Onde Bolsonaro foi agraciado com a Medalha de Honra ao Mérito Legislativo Dom Malan — a maior honraria concedida pelo legislativo petrolinense. A proposta também foi alvo de críticas por parte de vereadores do Partido dos Trabalhadores.
As homenagens ao ex-presidente evidenciam a divisão política nas casas legislativas municipais, o que é um retrato da atual política partidária do Brasil. Os parlamentares que defendem as honrarias alegam que Bolsonaro representa parte significativa do eleitorado e teve forte apoio popular em ambas as cidades durante as últimas eleições. Já os opositores criticam o gesto como sendo ideológico e desrespeitoso à história política e democrática das cidades.
O clima de polarização reflete o cenário político nacional e deve continuar reverberando nas próximas sessões das câmaras municipais de Pernambuco e em possíveis novas honrarias, mas a pergunta que deve ser feita é; por que esses parlamentares se “chocam” quando o legislativo aprova democraticamente as honrarias, e em outras situações ficam completamentes mudos e calados?