A dor de perder um ente querido e ver seu corpo como que abandonado pelo Estado na beira de uma pista

Uma criança que estudava em escola pública na área rural do município de Cabrobó e que completaria 12 anos de idade no próximo dia 3 de março, foi atropelada na manhã desta sexta-feira (13/02/26). Ela não resistiu aos ferimentos e faleceu no local do acidente.

A tragédia aconteceu por volta das 9:50h na BR-116, nas imediações do Povoado do Murici, área rural de Cabrobó. Com o impacto, o corpo da criança foi arremessado a uma distância de quase 30 metros. Tudo isso aconteceu a menos de 100 metros da residência da menina, que temia perder a mãe que vem lutando contra um câncer.

A família e amigos da comunidade estão às margens da BR-116, esperando que o Estado venha cumprir com sua obrigação, recolher o corpo e levar para Petrolina. Após os procedimentos de praxe, é que a família tem o direito de velar e enterrar, muitas das vezes nem se quer há esse tempo.

A pergunta que fica para as autoridades de Pernambuco é: por que não fazer uma distribuição dos equipamentos para esse tipo de serviço em pontos geográficos que possam atender melhor a população? Por que não uma unidade do IML em Cabrobó? Assim atenderia as ocorrências de Cabrobó, Belém do São Francisco, Itacuruba, Orocó, Terra Nova, Parnamirim e Santa Maria da Boa Vista.

Se o que tiver que ser feito fosse pensando na população e não nos interesses políticos de aliados, com certeza teríamos uma máquina pública mais eficiente e bem mais produtiva. Tudo isso porque o político não passa pela dor que essa mãe está passando, tudo para eles é resolvido em questão de segundos.

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