A prisão foi determinada por quatro promotores no âmbito da investigação sobre suspeitas de fraude no escândalo do Ueno Bank
O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi preso nesta sexta-feira (6), em Assunção, logo após a conclusão da votação no Senado que determinou a perda de seu mandato. A ordem foi emitida por quatro promotores do Ministério Público do país, no âmbito da investigação sobre suspeitas de gestão fraudulenta e outros crimes relacionados ao escândalo financeiro do Ueno Bank.
Segundo o G1, a Polícia Federal paraguaia foi à residência de Peña assim que o julgamento terminou para cumprir a ordem de prisão. O caso apura possíveis irregularidades envolvendo o banco, que teve as operações interrompidas pelo Banco Central e deixou milhões de clientes sem acesso aos depósitos.
A investigação também considera informações sobre o patrimônio declarado pelo ex-presidente. Em 2023, Peña informou possuir ações da Ueno Holding avaliadas em 6,144 bilhões de guaranis, equivalentes a cerca de R$ 5,28 milhões, segundo a conversão divulgada pelo G1. Ele vendeu sua participação em abril de 2025. Peña também declarou ter um certificado de depósito de 2,4 bilhões de guaranis no Ueno Bank. O irmão do ex-presidente aparece como sócio de uma empresa apontada como instrumento de controle do banco.
Blog do Didi Galvão

