O grupo que comanda administrativamente a cidade de Petrolina desde janeiro de 2017 continua sendo liderado pelo ex-senador Fernando Bezerra Coelho, conforme afirmado por um aliado do grupo há mais de 30 anos. Fernando Bezerra lidera o grupo desde as eleições de 1986, ou seja, já faz 40 anos, e, segundo nossa fonte, o político ainda tem muita energia.
Com visão de político futurista, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho anunciou em 2024 que seu filho Miguel estaria assumindo a liderança do grupo. O senador só esqueceu de perguntar aos líderes se todos estavam de acordo com a liderança de Miguel Coelho. Passado todo o processo eleitoral e com desempenho ruim de Miguel nas urnas, o grupo espera que o ex-senador Fernando Bezerra Coelho reassuma a liderança.
Ainda de acordo com uma de nossas fontes, existe uma insatisfação generalizada dentro do grupo. Ele disse ainda que é preciso se preparar para as eleições de 2028. Ele também lembra que o prefeito Simão Durando não poderá disputar a eleição porque está no segundo mandato; por essa razão, o grupo precisa definir quem irá liderar o processo eleitoral de 2028.
Até antes das eleições de 2026, o nome certo do grupo era o do deputado estadual Antônio Coelho. O líder Miguel não conseguiu espaço na Federação para disputar o cargo de senador nem votos nas urnas para garantir mandato de deputado federal. Tudo isso serve como sinal de alerta para o grupo governista, ao mesmo tempo em que a oposição pode se reanimar.
Nossa fonte fez o seguinte comentário: “Meu amigo Didi Galvão, ainda bem que a oposição é desunida. Se eles se unissem em torno de um nome forte e de confiança da população, nós teríamos muita dificuldade para nos mantermos no poder. Lembrando ainda que o nome certo para garantir a unidade e continuidade do grupo frente à gestão municipal é o de FBC”, pontuou.
Levando em consideração relatos dos famosos analistas da política de Petrolina, não está nada bem dentro do grupo político da atual gestão municipal. É como se o fraco desempenho de Miguel Coelho nas urnas estivesse sendo atribuído a não participação direta do grupo na campanha, ao mesmo tempo que muitos atribuem ao jeito fechado de Miguel e ser de difícil acesso até para os aliados próximos.
Leia o que disse nossa fonte, a primeira ouvida pelo Blog. “Fernando vai ter que chamar os filhos e conversar com cada um deles; o comportamento deles é diferente do comportamento do pai. Fernando Filho ainda conversa com um e com outro; já Miguel e Antônio são fechados, parece que não tem aliados. Isso não é bom, não pode continuar sendo assim”, disse nossa fonte.
Blog do Didi Galvão

