Os brasileiros, atentos aos acontecimentos da política nacional, parecem não se escandalizar mais com as notícias sobre corrupção, tanto que os presidenciáveis nem se preocupam em priorizar em seus planos de governo o combate à corrupção.
Em 2025, o Brasil repetiu a segunda pior nota (35 pontos, numa escala de 0 a 100) da série histórica e continuou na 107.ª posição, entre 182 países e territórios avaliados no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), elaborado pela Transparência Internacional. Em relação a 2024, o Brasil subiu um ponto, variação estatisticamente insignificante, o que indica estagnação.
Não há cálculos exatos do rombo que a corrupção causa nos cofres públicos, todavia o cenário é trágico e quem paga com as consequências é sempre o menos favorecido. Basta ver o tamanho das filas nos hospitais, a péssima qualidade da educação, cidades encharcadas pelo lamaçal provocado por esgotos a céu aberto e calçamentos que se estragam antes do 1.º aniversário.
Obras que deveriam ficar prontas com 5 anos de execução vão completar 20 anos e ainda estão longe de ser concluídas. Além disso, o orçamento inicial chega a ser três vezes menor que o gasto atual, indicando falta de planejamento e risco de uso inadequado dos recursos. Estamos falando da interminável transposição das águas do Velho Chico.
Os brasileiros perdem muito tempo discutindo sobre quem é melhor, se é Lula ou Flavio, sem cobrar dos dois presidenciáveis posicionamentos claros sobre o combate à corrupção. Quando feitas as contas, mesmo que não sejam exatas, chegamos à conclusão de que essa é a doença que mais mata no Brasil. É a corrupção que tira de você saúde de qualidade e vagas nos hospitais.
Enquanto brasileiros, não podemos achar que tudo isso é normal. O cidadão de bem desse país tem que obrigatoriamente manifestar sua indignação. A corrupção rouba seus direitos, provocando estragos irreparáveis. Na condição de Sua Excelência, o Eleitor, você pode e deve tomar a mais sábia decisão para garantir um futuro melhor para as próximas gerações do Brasil.
Blog do Didi Galvão

